Tudo novo denovo.... uma frase velha que revela velhos pensamentos e atitudes....
Espero em breve dar continuidade aos meus contos.... preciso apenas de tempo e criatividade, ambas as coisas andam de mão dadas, por isso deixei de escrever, quando possuia uma, a outra me falhava!!!
Bom.....é apenas issooooo
quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Apenas um mundinho por ai....
Vamos imaginar um quadro, melhor, vamos pensar em uma
historia.
Uma historia sem Marias e Joãos, sem Josés ou Aparecidas,
apenas com pessoas normais, com conflitos e indecisões, com erros e defeitos.
Uma Historia contada ponto a ponto, bordada a cada instante
da vida, cada vivencia dando apenas aquele suporte necessário para escrever
mais uma linha nessas historias.
Tudo poderia começar com...
“Era uma vez em um mundo paralelo e utópico, onde a vida era
boa e a caridade imperava....”
Mas prefiro que seja na realidade:
Sejam bem vindos ao meu, seu, nosso mundo...
Um mundo de sonhos e desejos, de vícios e conflitos, de
descobertas e verdades, de mentiras e realidades, onde tudo pode acontecer,
onde todos podem viver, mas poucos podem compreender.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Entre eu e você.....
Minhas mãos estão sendo guiados em sua direção.
Meus braços estão abertos tentando te encontrar
Eu consigo sentir a vida pulsando nas pontas dos meus dedos
Um fogo purificador subindo pelo meu ser,
Queimando, sentindo, vivendo. Assim estou.
Estou vivo, estou vivo
Posso sentir a todos ao meu redor
Engrossando o ar que respiro
Segurando esses sentimentos que eu estou sentindo
Apreciando esse coração que está curado
Minhas mãos flutuam acima de mim
E ouço você dizer que me perdoa
Eu começo a desmaiar. Em direção ao nosso lugar secreto
Então eu choro. A luz é branca. E eu vejo você, Pai Celestial
Estou vivo, estou vivo, estou vivo
Pegue em minha mão e me guie para a felicidade
Eu a dou pra você. Agora você possui meu coração
Tudo o que eu sou, sou graças a você
Você disse que nunca me deixaria
Eu acredito em você
Eu acredito...
Que assim seja!
domingo, 4 de março de 2012
Apenas um conto e um ponto.
Apenas um conto sem final feliz, apenas um recital sem os cantores corretos. Tinha tudo para dar errado, mas no fim deu todo certo.
Se certo para você é ver as pessoas sofrer, morrer, chorar e se matar. O que é certo? O que é errado? Posso te dizer uma frase e quero que você me diga: Mentiroso, você mente!
Sendo assim, deixa eu te contar uma historia, mas primeiro feche os olhos, respire fundo e mentalize aquilo que você mais ame. Eu disse aquilo e não aquele. Mentalizou? Agora imagine esse objeto sumindo ao poucos, desaparecendo gradualmente.
Já fechou os olhos, agora apure seus ouvidos, tente escutar a voz que mais te acalma, tente sentir o timbre da voz e os sentimentos que por ela aparecem.
Estique os braços e tente alcançá-lo, sinta suas mãos roçando aquilo, apenas sinta o suave contato e perceba o quão peto você chegou.....
Não abra os olhos, estamos quase chegando. Se quiser, segure em minhas mãos e tenha a certeza de que você não esta sozinha.
Consegue sentir o vento batendo em seu rosto e o gosto amargo em sua boca? Se controle e não morda a língua. Ainda consegue ouvir a minha voz?
Já percebeu que não contei nenhuma historia? Já notou que apenas estou fazendo um relaxamento?
Então...... Deixe-me contar um conto, algo simples, básico, e deverás interessante. Segure a minha mão, aperte forte, respire fundo e se prepare.... Vamos começar?
Era uma vez, em algum lugar bem distante, onde a vida era respeitada e a morte adorada. Deuses e Deusas eram adorados, altares eram erguidos e sacrifícios realizados. Sacerdotes vestidos de púrpura e prata. Espíritos rondavam a casas, eles sentiam as almas desamparadas e que clamavam por descanso.
O Sol vermelho se deita sobre todos, as luas despontam no céu nublado. O barulho de janelas se fechando é nítido, os moradores olham para todos os lados fecham suas janela e se ajoelham em frente a seus altares, pedindo proteção. Um vento frio e cortante, um sentimento de desespero, os Deuses nunca dormem e aquela sensação de desamparo continua.
Apenas um ser continua do lado de fora, incansável e totalmente lúcido. Seu dever era maior que o medo que sentia. O próximo ritual se aproxima e a oferenda foi algo surpreendente, seu próprio filho. O dia se aproxima e todos sofrem pela sua indecisão.
As colheitas são escassas, as pastagens inférteis e a população definhava a cada vez mais. O sumo sacerdote sabia de seu dever, mas seu coração sangrava a cada instante que via seu filho, saber que ele seria consumido pelos altares era algo que o afligia tremendamente.
O grande dia chegou e os Deuses se mostravam cruéis. Chuvas torrenciais, ventos fortes e aquela sensação de fim do mundo. Os altares estava prontos e a oferenda descansando.Apenas a espera do sinal divino, o sacerdote se posta perante o altar e começa a chorar.
O sinal foi dado, ao perceber o sacerdote se levanta e começa a se preparar.
A população se recolhe de medo, os tambores rufam e um som insuportável invade o templo. Os Deuses querem o que lhes é de direito.
O sacerdote, com lagrimas no rosto começa a fazer a oração do sacrifício, com golpes rápidos ele talha o peito da oferenda. O altar estava fervilhando, o calor era insuportável. Golpe cada vez mais rápido e consciente ao terminar ele retira o coração ainda pulsando e o oferece aos Deuses que aceitam de bom grado. Com o rosto marcado pela dor, ele tenta fechar os olhos, mas sabe que é impossível..... È necessário ver, sentir e crer!
Dias depois, as chuvas começam a aparecer, o sol da uma trégua a população e quase todos vivem felizes, menos aquele pobre sacerdote, que mesmo tendo feito o que era correto, perdeu uma parte de si próprio.
E assim a vida continua, os Deuses aparecem, os sacrifícios acontecem e todos agradecem.
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