Caminhando por estradas
ha muito esquecidas, apenas com a luz do luar como referencia, lobos e
fantasmas eram sua companhia, não muito querida, mas a unica que era capaz de
suportar tais caminhos.
Fantasmas familiares, gritando em seu ouvido, indicando caminhos e tentando desvia-lo do seu objetivo. Ao longe, a léguas dali, um pequeno casebre se prepara para a sua chegada, seus moradores começam a se mexer, uma nova vitima se aproxima e eles estão famintos.
Enquanto ele caminha, suas fraquezas e temores fazem com que sua mente se embace, sua visão se turve e o medo instale em seu coração, tudo é negro em sua volta. "Revivendo aquela cena mais uma vez, ele sabe que nunca foi perfeito, mas aquele pode ter sido o momento crucial em sua existencia, foi ali que ele decidiu o que faria logo mais, parar e enfrentrar ou correr e deixar para depois?
Por fim, decidiu correr o risco. Já não tinha nada a perder. A lunática dona da pensão em que estava, Alice o despejara logo pela manhã, e seu comparsa, Tomas, o deixara sem despedir-se.
Agora tudo o que ele deseja em seu intimo era apenas uma chance de voltar atras e ele percebe que é por causa disso que esta atras daquilo, eis o motivo dele caminhar por aquelas estradas..."
A estrada se alonga e todos os seus medos e temores o assaltam de uma vez, ele percebe lagrimas de sangue saindo dos olhos e sente que cada gota que cai, é uma pessoa que foi abandonada em suas decisões. Com o corpo em frangalhos e a mente fragilizada, tudo é frio ao seu redor.
Mesmo em tais situações, uma voz o cerca e proteje, algo acalentador e doce, como um anjo da guarda que busca aliviar e atenuar suas dores.
Que tipo de monstro se transformara, depois de todos estes anos?
E aquela voz, por que a perseguia, até mesmo alí, perdido em seus devaneios?
Acendeu um cigarro, e após uma única tragada, observou ele transformar-se em cinzas em questão de minutos.
Será que ao menos eles entenderiam?
Saberiam lhe dizer como fugir daquele labirinto?
Ele, que há séculos se apaixonou por uma mortal, pensava se aquele sentimento o perseguiria até o fim dos tempos.
Agora o fim estava ali, palpavel, a apenas alguns passos... O que para alguem cuja a mortalidade era apenas objeto do passado, cujo maior medo consistia em continuar vivo e imortal, seu maior pesadelo era fechar os olhos e rever todos aqueles que amou se desintegrarem e se tornarem em algo menor que a mais fragil lembrança.
Sua mente ainda entorpecida pelo medo o faz se perder em pensamentos, seu labirinto se expande, faz com que seu corpo se canse e seu espirito se abrande.
Ao fechar os olhos e se tranquilizar, ele consegue focalizar o objetivo, aquele casebre abandonado.
Abrindo calmamente os olhos, observando ao redor, suas companhias sumiram e nada mais o impede de prosseguir, seu caminho enfim estava livre...
A estrada se reduz a passos minimos, ele conseguiu transpor aquela parte infernal e vexatoria, agora esta pronto para enfreta-los e refazer um novo futuro. Adentra o casebre, com passos firmes, e ouve Leonardo em seu piano empoirado, tocando de forma fúnebre.
Por um minuto, achou que um de seus irmãos poderia ter deixado a imortalidade e transformado-se em um ser livre.
Anny deveria estar perto da lareira, em um de seus livros, que escrevera ainda em vida.
Fantasmas familiares, gritando em seu ouvido, indicando caminhos e tentando desvia-lo do seu objetivo. Ao longe, a léguas dali, um pequeno casebre se prepara para a sua chegada, seus moradores começam a se mexer, uma nova vitima se aproxima e eles estão famintos.
Enquanto ele caminha, suas fraquezas e temores fazem com que sua mente se embace, sua visão se turve e o medo instale em seu coração, tudo é negro em sua volta. "Revivendo aquela cena mais uma vez, ele sabe que nunca foi perfeito, mas aquele pode ter sido o momento crucial em sua existencia, foi ali que ele decidiu o que faria logo mais, parar e enfrentrar ou correr e deixar para depois?
Por fim, decidiu correr o risco. Já não tinha nada a perder. A lunática dona da pensão em que estava, Alice o despejara logo pela manhã, e seu comparsa, Tomas, o deixara sem despedir-se.
Agora tudo o que ele deseja em seu intimo era apenas uma chance de voltar atras e ele percebe que é por causa disso que esta atras daquilo, eis o motivo dele caminhar por aquelas estradas..."
A estrada se alonga e todos os seus medos e temores o assaltam de uma vez, ele percebe lagrimas de sangue saindo dos olhos e sente que cada gota que cai, é uma pessoa que foi abandonada em suas decisões. Com o corpo em frangalhos e a mente fragilizada, tudo é frio ao seu redor.
Mesmo em tais situações, uma voz o cerca e proteje, algo acalentador e doce, como um anjo da guarda que busca aliviar e atenuar suas dores.
Que tipo de monstro se transformara, depois de todos estes anos?
E aquela voz, por que a perseguia, até mesmo alí, perdido em seus devaneios?
Acendeu um cigarro, e após uma única tragada, observou ele transformar-se em cinzas em questão de minutos.
Será que ao menos eles entenderiam?
Saberiam lhe dizer como fugir daquele labirinto?
Ele, que há séculos se apaixonou por uma mortal, pensava se aquele sentimento o perseguiria até o fim dos tempos.
Agora o fim estava ali, palpavel, a apenas alguns passos... O que para alguem cuja a mortalidade era apenas objeto do passado, cujo maior medo consistia em continuar vivo e imortal, seu maior pesadelo era fechar os olhos e rever todos aqueles que amou se desintegrarem e se tornarem em algo menor que a mais fragil lembrança.
Sua mente ainda entorpecida pelo medo o faz se perder em pensamentos, seu labirinto se expande, faz com que seu corpo se canse e seu espirito se abrande.
Ao fechar os olhos e se tranquilizar, ele consegue focalizar o objetivo, aquele casebre abandonado.
Abrindo calmamente os olhos, observando ao redor, suas companhias sumiram e nada mais o impede de prosseguir, seu caminho enfim estava livre...
A estrada se reduz a passos minimos, ele conseguiu transpor aquela parte infernal e vexatoria, agora esta pronto para enfreta-los e refazer um novo futuro. Adentra o casebre, com passos firmes, e ouve Leonardo em seu piano empoirado, tocando de forma fúnebre.
Por um minuto, achou que um de seus irmãos poderia ter deixado a imortalidade e transformado-se em um ser livre.
Anny deveria estar perto da lareira, em um de seus livros, que escrevera ainda em vida.
Mas apenas Mary veio até
ele.
- Então essa é a volta do filho pródigo?
- Então essa é a volta do filho pródigo?
- Filho prodigo você diz,
mas quem foi que me abandonou com aqueles meros mortais? Me deixando a propria
sorte e sem saber o motivo de todos morrerem ao meu redor e apenas eu continuar
vivo, com essa aparencia horrenda... Mãe, não me venha com isso agora, não vim
aqui para lutar ou discutir, apenas busco meu lugar, o descanso que sempre
ansiei, será que uma vez na sua existencia você pode ser justa e me dar o que
tanto necessito?
- Andy, Andy... Sempre ansioso e desesperado... Você não aprendeu a se controlar ainda meu filho? Te deixo com mortais para ver o que poderiamos ser se tivessemos sucumbido a tentação e tudo o que tem a me dizer é criticas e apelos? Cade aquele garoto forte e destemido de antes?
A musica do piano se torna suave e Andy nota que Leonardo esta ansioso, faz decadas que os irmãos não se veem, desde aquele dia. Anny se desvencilia dos livros e corre para abraçar Andy, afinal o irmão mais velho voltou para casa, de onde não deveria ter saido.
O casebre começa a se iluminar e Andy ainda consegue ver a cadeira de seu Pai, Jonessy, que seculos depois viria a ser sua, como filho mais velho.
Observando tudo ao seu redor, Andy começa a se lembrar dos tempos em que as caçadas eram mais crueis e perigosas, agora os humanos são mais faceis de se enganar, de-lhes algo para se divertir e tudo o que sobrara serão os iluminados, que nesta época são rarissimos. A verdade é que Andy sentia algo entre saudade e amargura, quando tratava de sua família.
Mas estava ali, e algo dentro dele dizia que estava no lugar certo.
-Algum sinal dele?- disse da forma mais despreocupada possível.
-Deve estar no Havaí, de certo, Andy, ou quem sabe em Cancún! - Mary definitivamente odiava ter que saber o paradeiro de todos, porque sabia, que estariam sempre o mais longe possível dela - Ok, não tenho a menor ideia, você tem?
Andy pestanejou em sinal de discordância.
Mas a verdade era que estava fugindo do próprio pai, por motivos que o faziam estremecer. Um pensamento o faz congelar:
E se seu pai estivesse apenas a espreita, como a anos atras, apenas a espera de uma oportunidade.
Mary sorri ao ler a mente de seu filho, tão velho e tão inocente...
- Não Andy, ele não esta aqui perto, pensei que você soubesse que sempre tentam ficar distante de mim, afinal, minhas prediçoes tendem a sempre destruir alguem.
- Sim, posso ao menos perceber isso Mary, mas e se ele conseguiu se libertar do medo que o consome, quem sabe ele esta apenas a espera de que você descanse ou vá caçar para nos assaltar aqui?
- Andy, você viveu longe demais de sua familia, acha que Leonardo e Anny são assim tão indefesos? Como acha que sobrevivemos sem sua presença aqui?
Com essas palavras finais, Mary se vira e começa a caminhar em direção ao quarto:
- Vou dormir, não faça nada de estupido, não seja você mesmo garoto, apenas descanse e nos deixe descansar!
- Andy, Andy... Sempre ansioso e desesperado... Você não aprendeu a se controlar ainda meu filho? Te deixo com mortais para ver o que poderiamos ser se tivessemos sucumbido a tentação e tudo o que tem a me dizer é criticas e apelos? Cade aquele garoto forte e destemido de antes?
A musica do piano se torna suave e Andy nota que Leonardo esta ansioso, faz decadas que os irmãos não se veem, desde aquele dia. Anny se desvencilia dos livros e corre para abraçar Andy, afinal o irmão mais velho voltou para casa, de onde não deveria ter saido.
O casebre começa a se iluminar e Andy ainda consegue ver a cadeira de seu Pai, Jonessy, que seculos depois viria a ser sua, como filho mais velho.
Observando tudo ao seu redor, Andy começa a se lembrar dos tempos em que as caçadas eram mais crueis e perigosas, agora os humanos são mais faceis de se enganar, de-lhes algo para se divertir e tudo o que sobrara serão os iluminados, que nesta época são rarissimos. A verdade é que Andy sentia algo entre saudade e amargura, quando tratava de sua família.
Mas estava ali, e algo dentro dele dizia que estava no lugar certo.
-Algum sinal dele?- disse da forma mais despreocupada possível.
-Deve estar no Havaí, de certo, Andy, ou quem sabe em Cancún! - Mary definitivamente odiava ter que saber o paradeiro de todos, porque sabia, que estariam sempre o mais longe possível dela - Ok, não tenho a menor ideia, você tem?
Andy pestanejou em sinal de discordância.
Mas a verdade era que estava fugindo do próprio pai, por motivos que o faziam estremecer. Um pensamento o faz congelar:
E se seu pai estivesse apenas a espreita, como a anos atras, apenas a espera de uma oportunidade.
Mary sorri ao ler a mente de seu filho, tão velho e tão inocente...
- Não Andy, ele não esta aqui perto, pensei que você soubesse que sempre tentam ficar distante de mim, afinal, minhas prediçoes tendem a sempre destruir alguem.
- Sim, posso ao menos perceber isso Mary, mas e se ele conseguiu se libertar do medo que o consome, quem sabe ele esta apenas a espera de que você descanse ou vá caçar para nos assaltar aqui?
- Andy, você viveu longe demais de sua familia, acha que Leonardo e Anny são assim tão indefesos? Como acha que sobrevivemos sem sua presença aqui?
Com essas palavras finais, Mary se vira e começa a caminhar em direção ao quarto:
- Vou dormir, não faça nada de estupido, não seja você mesmo garoto, apenas descanse e nos deixe descansar!
Antes de se dar conta, Anny se joga em seus braços e começa a chorar, o som era horrivel, pois a cada vez que soluçava, Andy conseguia ouvir as almas que sua irmã usou para se manter imortal e que agora aproveitavam a brecha para sair.
Leonardo continuava incredulo, seu irmão mais velho voltará, e todas as preocupações e medos ja podiam ser esquecidos, seu irmãozão estava mais uma vez do seu lado
A Lua fora do casebre começa a se por e mais uma noite se vai...