terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Filho Prodigo (Escrito por Paulinha and Luis)


Caminhando por estradas ha muito esquecidas, apenas com a luz do luar como referencia, lobos e fantasmas eram sua companhia, não muito querida, mas a unica que era capaz de suportar tais caminhos.
Fantasmas familiares, gritando em seu ouvido, indicando caminhos e tentando desvia-lo do seu objetivo. Ao longe, a léguas dali, um pequeno casebre se prepara para a sua chegada, seus moradores começam a se mexer, uma nova vitima se aproxima e eles estão famintos.
Enquanto ele caminha, suas fraquezas e temores fazem com que sua mente se embace, sua visão se turve e o medo instale em seu coração, tudo é negro em sua volta.
"Revivendo aquela cena mais uma vez, ele sabe que nunca foi perfeito, mas aquele pode ter sido o momento crucial em sua existencia, foi ali que ele decidiu o que faria logo mais, parar e enfrentrar ou correr e deixar para depois?
Por fim, decidiu correr o risco. Já não tinha nada a perder. A lunática dona da pensão em que estava, Alice o despejara logo pela manhã, e seu comparsa, Tomas, o deixara sem despedir-se.
Agora tudo o que ele deseja em seu intimo era apenas uma chance de voltar atras e ele percebe que é por causa disso que esta atras daquilo, eis o motivo dele caminhar por aquelas estradas..."
A estrada se alonga e todos os seus medos e temores o assaltam de uma vez, ele percebe lagrimas de sangue saindo dos olhos e sente que cada gota que cai, é uma pessoa que foi abandonada em suas decisões. Com o corpo em frangalhos e a mente fragilizada, tudo é frio ao seu redor.
Mesmo em tais situações, uma voz o cerca e proteje, algo acalentador e doce, como um anjo da guarda que busca aliviar e atenuar suas dores.

Que tipo de monstro se transformara, depois de todos estes anos?
E aquela voz, por que a perseguia, até mesmo alí, perdido em seus devaneios?
Acendeu um cigarro, e após uma única tragada, observou ele transformar-se em cinzas em questão de minutos.
Será que ao menos eles entenderiam?
Saberiam lhe dizer como fugir daquele labirinto?
Ele, que há séculos se apaixonou por uma mortal, pensava se aquele sentimento o perseguiria até o fim dos tempos. 


Agora o fim estava ali, palpavel, a apenas alguns passos... O que para alguem cuja a mortalidade era apenas objeto do passado, cujo maior medo consistia em continuar vivo e imortal, seu maior pesadelo era fechar os olhos e rever todos aqueles que amou se desintegrarem e se tornarem em algo menor que a mais fragil lembrança.
Sua mente ainda entorpecida pelo medo o faz se perder em pensamentos, seu labirinto se expande, faz com que seu corpo se canse e seu espirito se abrande.
Ao fechar os olhos e se tranquilizar, ele consegue focalizar o objetivo, aquele casebre abandonado.
Abrindo calmamente os olhos, observando ao redor, suas companhias sumiram e nada mais o impede de prosseguir, seu caminho enfim estava livre...
A estrada se reduz a passos minimos, ele conseguiu transpor aquela parte infernal e vexatoria, agora esta pronto para enfreta-los e refazer um novo futuro. Adentra o casebre, com passos firmes, e ouve Leonardo em seu piano empoirado, tocando de forma fúnebre.
Por um minuto, achou que um de seus irmãos poderia ter deixado a imortalidade e transformado-se em um ser livre.
Anny deveria estar perto da lareira, em um de seus livros, que escrevera ainda em vida.
Mas apenas Mary veio até ele.
- Então essa é a volta do filho pródigo?
- Filho prodigo você diz, mas quem foi que me abandonou com aqueles meros mortais? Me deixando a propria sorte e sem saber o motivo de todos morrerem ao meu redor e apenas eu continuar vivo, com essa aparencia horrenda... Mãe, não me venha com isso agora, não vim aqui para lutar ou discutir, apenas busco meu lugar, o descanso que sempre ansiei, será que uma vez na sua existencia você pode ser justa e me dar o que tanto necessito?
- Andy, Andy... Sempre ansioso e desesperado... Você não aprendeu a se controlar ainda meu filho? Te deixo com mortais para ver o que poderiamos ser se tivessemos sucumbido a tentação e tudo o que tem a me dizer é criticas e apelos? Cade aquele garoto forte e destemido de antes?
A musica do piano se torna suave e Andy nota que Leonardo esta ansioso, faz decadas que os irmãos não se veem, desde aquele dia. Anny se desvencilia dos livros e corre para abraçar Andy, afinal o irmão mais velho voltou para casa, de onde não deveria ter saido.
O casebre começa a se iluminar e Andy ainda consegue ver a cadeira de seu Pai, Jonessy, que seculos depois viria a ser sua, como filho mais velho.
Observando tudo ao seu redor, Andy começa a se lembrar dos tempos em que as caçadas eram mais crueis e perigosas, agora os humanos são mais faceis de se enganar, de-lhes algo para se divertir e tudo o que sobrara serão os iluminados, que nesta época são rarissimos.  A verdade é que Andy sentia algo entre saudade e amargura, quando tratava de sua família.
Mas estava ali, e algo dentro dele dizia que estava no lugar certo.
-Algum sinal dele?- disse da forma mais despreocupada possível.
-Deve estar no Havaí, de certo, Andy, ou quem sabe em Cancún! - Mary definitivamente odiava ter que saber o paradeiro de todos, porque sabia, que estariam sempre o mais longe possível dela - Ok, não tenho a menor ideia, você tem?
Andy pestanejou em sinal de discordância.
Mas a verdade era que estava fugindo do próprio pai, por motivos que o faziam estremecer. Um pensamento o faz congelar:
E se seu pai estivesse apenas a espreita, como a anos atras, apenas a espera de uma oportunidade.
Mary sorri ao ler a mente de seu filho, tão velho e tão inocente...
- Não Andy, ele não esta aqui perto, pensei que você soubesse que sempre tentam ficar distante de mim, afinal, minhas prediçoes tendem a sempre destruir alguem.
- Sim, posso ao menos perceber isso Mary, mas e se ele conseguiu se libertar do medo que o consome, quem sabe ele esta apenas a espera de que você descanse ou vá caçar para nos assaltar aqui?
- Andy, você viveu longe demais de sua familia, acha que Leonardo e Anny são assim tão indefesos? Como acha que sobrevivemos sem sua presença aqui?
Com essas palavras finais, Mary se vira e começa a caminhar em direção ao quarto:
- Vou dormir, não faça nada de estupido, não seja você mesmo garoto, apenas descanse e nos deixe descansar!

Antes de se dar conta, Anny se joga em seus braços e começa a chorar, o som era horrivel, pois a cada vez que soluçava, Andy conseguia ouvir as almas que sua irmã usou para se manter imortal e que agora aproveitavam a brecha para sair.
Leonardo continuava incredulo, seu irmão mais velho voltará, e todas as preocupações e medos ja podiam ser esquecidos, seu irmãozão estava mais uma vez do seu lado

A Lua fora do casebre começa a se por e mais uma noite se vai... 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Apenas uma carta


Desde aquele dia, essa é a data em que minha inquietação começou ou melhor dizendo, recomeçou.
Tudo por causa de alguns malditos sonhos e algumas frases perdidas no ar, seu retrato ainda esta na minha parede, não tive coragem de retira-lo, desde que você se foi, tudo aconteceu de tal maneira que ainda me custa muito acreditar que você não esta aqui do meu lado. Se pudesse voltar no tempo eu voltaria e saltaria na sua frente, pularia em seu lugar, faria qualquer coisa para impedir que você me deixasse, mas não é possivel e você nada mais é do que uma lembrança em minha miseravel vida.
Agora me recolho todos os dias logo após o por do sol, esquecido pelos amigos, afinal fui eu o causador de tudo, envergonhado por ainda estar vivo e pessoas queridas e melhores que eu relegadas a uma velha lápide no antigo cemiterio. Sonho todas as vezes que faço as escolhas diferentes, que digo as palavras diferentes e consigo fazer a coisa certa, mas que merda!
A quem estou enganando, fui egoista e cretino, queria o poder e fama, consegui ambos, porem não consegui lidar com  meu ego e minha insaciavel vontade de aparecer e ter tudo ao meu redor, como uma criança mimada e egoista, quando não tinha o que queria sempre buscava destrui-la para que tambem ninguem a tivesse. Mas com você foi diferente, não consegui te ter, não consegui te destruir, apenas consegui te afastar de tudo e todos, até aquele dia.
Sabe garota, ainda não acredito que você tenha se jogado daquele despenhadeiro,verdade!
Você que sempre me disse que nunca faria tal ato, fiquei surpreso quando me deram a noticia e ainda estou ao saber que você sobreviveu apenas para poder me dizer que me perdoava!
Sim, eu que lhe causei tanto mal, te afastei de seus amigos, sua vida, seu filho. Todos os dias ao acordar sempre penso em você, mas não com aquela pressão no coração, aquele remorso, hoje, anos depois, consigo me perdoar por tudo que lhe fiz.
E agora volto a ter aqueles sonhos, principalmente com você minha querida, lembra-se daquele dia em que fomos passear e você começou a correr de mim, sim, aquele dia, bem antes de tudo começar a dar errado, me lembro perfeitamente de você correndo e olhando para trás, sorrindo para mim, feliz por apenas estar ali, em minha companhia. Devo dizer, aquele dia foi especial para mim, foi exatamente  ali que percebi que te amava de verdade e estava pronto para te deixar ir embora, sim, eu ia fazer isso, deixa-la seguir seu proprio caminho, pois percebi que te amava a tal ponto que não me era mais necessario te-la comigo sempre, mas que sim, eu confiava em você plenamente e estava pronto para deixa-la voar, minha pequena borboleta.
Mas tudo deu errado a partir dai...
Você me perdoa por tudo que te fiz? Pelas coisas que falei?
Onde quer que você esteja, tente me perdoar, pois não consigo mais mentir para mim, não sou mais capaz de suportar uma mentira.
Suporto todas as dores que mereço, mas ainda não consigo me perdoar por tudo que fiz especialmente a você minha querida flor. As vezes entro em tal estado, que a morte é mais preferivel, entorpecido, sem consciencia ou vida, apenas vegetando naqueles momentos e vendo imagens que a muito quero esquecer.
Tudo volta com a noite e meus sonhos são pesadelos, sempre olhando para todos e tentando pedir perdão e no fim tudo volta a você, aquela a quem causei mais mal.

Todos os dias ao acordar, abro minha janela e vejo o sol nascer e espero que você esteja em companhia daqueles a quem você realmente ama, olho para os céus e apenas busco me lembrar do seu sorriso e olhar... Um sorriso malicioso e um olhar de anjo!

Espero que me perdoe e se perdoe, seu filho todos os dias pergunta de você e apenas digo que mamãe esta vigiando ele e cuidando dele, junto com Deus!
                                                                      
                                                                                                     
     Sempre seu...
                                                                                                          Francis Smith

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Um novo circulo, uma nova vida

Um novo circulo se fecha ao meu redor, tento me libertar dessa casualidade, dessa rotina corriqueira, mas meus braços estão presos pela preguiça, minha alma anseia por libertação, mas meu corpo clama por excitação.
Sentindo aquele impulso a muito familiar, aquela vontade de acabar com tudo, olhos vermelhos, boca seca, coração de pedra. Me deem uma arma que logo vou satisfazer um desejo a muito esquecido. Engatilhem, puxem o cão e me deem essa maldita coisa, cortarei esses circulos que me fazem sofrer e querer morrer. Apenas um tiro, certeiro e tudo se acaba.
Mas sei que isso é apenas uma fuga da realidade.
Um monstro circula em volta da minha realidade, sinto que minha sanidade esta com os dias contados, tudo é escuridão e trevas em minha alma, sem um facho de luz, sem uma misera vela acesa em meu nome!
MISERAVEIS... assim somos, nós que temos o dom da consciencia e livre arbitrio, umas ultimas palavras de um homem morto socialmente:
"Sem palavras para descrever as bizarras demonstrações que os homens fazem, guerras por motivos tolos e pueris, sem motivações verdadeiras, a vida ja não valendo um misero dolar/real/euro e ainda aparecem aqueles que dizem que essa é a época de inovações.. HAHAHAHA
Seus idiotas, inovam intelectualmente, mas esquecem do espiritual e sentimental, burros e tapados, alguns indignos de serem chamados de pelo menos HOMENS!
Tudo o que tem é apenas um amontoado de razões falsas e motivações materiais, se esquecem daqueles que sofrem e tendem a ser os primeiros sacrificados."

FIM... de um desabafo, agora vem a ressureição de um morto!
Sim, ressucitando, renascendo e resplandecendo de medo e serenidade, ja não existe medo em minha alma, o que existe é apenas um unica certeza....
Dessa vez tudo vai dar certo, independente do que acontecer!

Espero que vocês tambem sejam capaz de conseguir essa mudança

sábado, 1 de setembro de 2012

Quando o bem supera o mal



Esta é uma historia simples e quase cotidiana, contada por um velho ancião em sua velha cadeira a beira de um antigo lago...
Segundo lendas folcloricas  e pouco confiaveis, o equilibrio entre o bem e mal um dia foi desfeito e o bem reinou em todo o mundo, perdurando por mil anos. Mas as regras são sagradas, não existe bem sem mal, luz sem escuridão e nesse caso não foi diferente...
Primeiro vamos a historia, ela é curta, mas proveitosa, divirtam-se.

Mil anos de dor

O combate ja entrava em seu terceiro milenio e nenhum dos lados se mostrava disposto a desistir, ambos os Deuses estavam cansados mas jamais iriam se deixar derrotar...
Era a sagrada batalha entre o bem e o mal, e mundo e seus habitantes eram o campo de batalha, humanos com suas imperfeições e defeitos, sendo escolhidos pelos senhores  da guerra. Os peões perfeitos, sem vontade vida propria, colhidos feito frutas e espalhados pelo chão igual a peças de um tabuleiro...
Em todas as cidades era possivel se notar os soldados de Deus e os soldado de Demon, as roupas eram chamativas e implicantes,cores brilhantes e berrantes, dizeres pouco afetuosos e com canticos ferozes...
A luta se desenvolvia nos campo, planaltos, planicies e rios, espadas empunhadas, escudos erguidos e elmos fechados, olhos vermelhos sangue e coração negro feito amais densa escuridão. Na derradeira batalha do lago Celas, os soldados de Demon foram desbaratados, uma nova era se aproximava, a era do BEM.
Nos céus, o resultado dessa batalha era comentado por todos, Demon, o derrotado, foi obrigado a jurar que durante mil anos seus soldados seriam meros lacaios, sem memoria ou recordação de seu passado, oprimido e derrotado, Demon jurou pelos céus antigos e deuses superiores que assim seria.

O começo de uma nova era

Com a derrota de Demon, seus templos foram derrubados, seus fieis crucificados e seus soldados destruidos, nada restava alem da vaga lembrança de algo muito ruim. Sacristões saiam para as ruas cantarolando as musicas do Bem, tudo enfim acabara, tudo enfim chegou ao fim. Não as guerras e batalhas, assassinatos e destruição. Nunca mais!
Passaram-se anos e anos e uma estranha sensação de desconforto começa a se apoderar do Bem, sentado em seu trono de ouro com alguma a lhe incomodar. Sem conseguir descansar, ele chama Demon para uma conversa...
- Irmão, podemos conversar?
- Sempre meu senhor, sempre... O que te aflige meu nobre e vitorioso irmão?
- Irmão, porque zombas de mim com titulos tão nobres e que sabemos que sou pouco merecedor? Querias tanto assim a vitoria que agora me aflige e atinge com palavras de ironia e desprezo?
- Irmão, peço perdão pelas palavras ditas, mas sabes que sou assim, ironico e sarcastico... Não queria tanto a vitoria, eis o motivo de você dentre todos ter me derrotado, mas vieste aqui para se aconselhar e não confrotar-se comigo, humildemente peço perdão e estou pronto a te ouvir e falar.
- Meu amargo e mentiroso irmão, dizes  então que sou o mais fraco de todos?
- Ficou tão obvio isso meu caro, pensei que não fosse ter a sensibilidade de perceber meu senhor...
- Tolo és tu meu senhor, que pos sua esperança nos homens falhos e corrompidos, homens cuja a capacidade de amar e perdoar ja se esvairam de seus corpos...
- Erro esse que esta cometendo tambem irmão, mas com algumas diferenças: Eu ja sabia que meus homens poderiam me trair. Eu ja conhecia o fundo da alma de cada soldado e seus problemas e defeitos, mas e você meu caro e enobrecido irmão,conheces ainda a alma de seus homens?
Ja se passaram anos desde a minha derrota e só agora vem conversar comigo, Eu o primeiro de todos, seu gemeo, sua outra metade, sua outra divindade, achas que seus homens ainda cultivam a adoração a você?
Cometes-te o mesmo erro que eu irmão, em minha primeira vitoria bani o Bem por milenios, tolo, o bem retornou com mais força e vontade, personificado em você meu querido.
Você, em sua ansia baniu a mim e a meus servos, mas me responda: - Se o mal não existe, para que serve o bem?
- Demon, você é cruel em suas palavras, mas irritantemente sábio tambem. Sim meu querido irmão gemeo, demorei pois estava saboreando uma vitoria incontestavel e justa, mas desde então, algo me incomoda, um sentimento de que algo saiu errado...
- Ja te disse irmão, erraste em me banir, agora seus homens se tornarão maus e corrompidos e assim serei liberto de minha promessa, pois os homens que iram travar a proxima batalha serão os seus, seus soldados humanos e imperfeitos, que entediados pela falta de lutas, começaram a se movimentar e no fim me libertar, é isso meu irmão que te incomoda!
- Demon, tu já sabia dessa possibilidade, por isso se entregou tão facilmente e jurou por nossos pais e céus?
- Bem, me tomas por quem?
Seria eu tão traiçoeiro que fizesse tamanha armadilha pra ti?
Pense bem, o que ira acontecer é exclusivamente sua culpa, não minha. Eu perdi e apenas aceitei os termos, cabe agora a você faze-los acontecer. Mas apenas posso aconselhar: Vá para a terra e observe seus homens e sonde seus corações, achara lá a sua resposta.
Indeciso e com o coração em frangalhos, Bem volta a seu trono e se poem a pensar...

Tomada a sua decisão, ele se veste de um mero mortal e começa a vagar pela Terra, vagando pelo deserto durante anos, desamparado e só, desiludido pelas suas descobertas, ele retorna  aos céus antigos e começa a se lamuriar, percebendo que seu erro poderá tomar proprorções catastroficas em seus suditos.
Mil anos se passam e todas as previsões de Demon se tornam realidade,uma nova guerra irrompe e dessa vez todos estão desesperados, pois o bem se tornou mal, a justiça em injustiça, a luz em escuridão. Demon é liberto de sua promessa e de posse de todos os seus poderes e suditos deflagra uma guerra surreal!
Assim o mundo é levado a mais uma era de tristezas e dores...

....................................

Ao terminar de contar essa historia, o senhor se levanta e começa a caminhar em direção ao por do sol...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hey, psiu... TE AMO!!


Então...
Não sei por onde começar então será pelo começo...
Bonita, inteligente, às vezes quase esperta e desperta, sim... Essa mulher existe, não é uma beldade, mas possui sua beleza natural. Não é tida como uma pessoa nerd ou fodasticamente inteligente, mas é sim inteligente.
Quase esperta, mas o porquê?
Simples assim... Tem dias que ela me surpreende e têm outros em que consegue ser lesada demais, ela é quase esperta, assim como todos nós... Ah desperta, isso sim, ela é uma garota bem acordada, assim podemos dizer, ligeira em muitas situações, mas extremamente lerda em outras, ninguém é perfeito né?
Mas como dizer que mesmo sendo essa coisa estranha, cheia de peculiaridade, eu amo essa garota?
Caraca é algo tão bizarro que eu próprio não consigo raciocinar direito.
Mas ela é tudo isso e mais um pouco, também tem seu traço de teimosia e cabeça dura, diz que é durona mas sei que no fundo é apenas mais uma garota em busca de algo que a complete...

Enfim...
Amo essa magrela, demais...
Resta ela acreditar agora!!


Perdão

As pessoas olham fixamente para mim e sinto que meu mundo se foi e só me restou às sobras e vergonha. Minhas decisões foram equivocadas e estúpidas, minhas escolhas escurecidas pela inveja e ódio, agora só me resta recolher as migalhas de dignidade e partir.
Sem olhar para trás, tudo é passado a partir desse momento, desse passo dado. Um passado de muitas derrotas e poucas vitorias e nada me deixaria mais feliz do que um dia de felicidade plena para contrastar com as desgraças que me fizeram sofrer e escolhi.
Tudo é nebuloso a minha frente, céus escuros, tempo fechado e uma gosto amargo na boa. È a derrota e a vergonha saindo do meu corpo. Enganado por todos, sempre um tolo, tachado como incapaz e fraco, mas aos poucos fui provando que todos estavam errados, eu era sim capaz e vencer. Venci lutas e batalhas, ganhei guerras santas e diabólicas, nenhuma delas foi capaz de me libertar daquela sensação de desprezo e raiva, agora aqui estou, com o vento batendo em meu rosto, derrotado e cabisbaixo.
Sinto que se existe um Deus acima de mim, ele deve estar possesso com as minhas decisões e atos. Queimei igrejas, matei seguidores e violentei varias santas ordenadas em sua crença, eu e meus homens nada mais éramos do que monstros sem limites.
Me recordo daquela garota guinchando feito um animal e um soldado encima dela, estocando com força cada vez mais para finalmente com um simples golpe a matar. Eu ainda me recordo das risadas dos soldados, que disputavam a vez e olhando bem no fundo dos olhos daquela garota, pude perceber o demônio que tinha me transformado. Será tarde para pedir perdão a todos os que matei? Será que aceitariam? Deus... Ilumine minha estrada e me deixe pagar pelos meus pecados.
Com a luz refletindo em meus olhos eu começo a caminhar, voltar para casa e aceitar minha condenação


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Diario de um louco...

Não sei por que escrevo, não sei o que me motiva a continuar, afinal, do que adianta escrever se os cruéis retiraram todo o meu poder, deixando meu espírito em frangalhos.

Ah... Que saudades da minha mocidade, quando só de ouvir minha voz pessoas fraquejavam, reinos ruíam e joelhos se dobravam. Bem... Agora não passo de um reles prisioneiro que nem mesmo pode ter a chance de exprimir suas idéias como se deve ao seu antigo conselheiro. Que saudades do poder que eu detinha, em qual era capaz de acabar com a força de vontade qualquer ser, até mesmo do Rei, aquele ser estúpido e deplorável que me colocou aqui.

Oh Deuses, se vocês tivessem me dado um pouco mais de tempo, eu iria demonstrar para os seus filhos o que é deter o poder, o que é o poder em si, destruir vidas e reinos e tudo com um simples estalar de dedos.

Mas não, tiveram que me derrotar no momento mais inapropriado, se intrometendo nos assuntos mundanos para salvar a vida de seus filhos. Mas ficou a lição para mim, destruir a toda espécie de adoração a vocês, minando suas forças, fazendo com que vocês, seus imortais soberbos e impotentes, sejam esquecidos e assim desapareçam para toda a eternidade, Deuses caídos...

Agora vou dormir, amanha é outro dia sem luz e espero que todos os meus esforços sejam recompensados...
Seus tolos

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um homem e o começo da historia...


São nove da manha e reluto em acordar, melhor dizendo, me levantar, afinal tudo o que penso é relacionado a nós, eu você e eles... Todos os meus atos são pensando nesse conjunto de fatos e fatores. É cruel pensar dessa maneira, mas tudo leva a crer que fomos influenciados desde o inicio, o meio nos corrompeu e só agora que consigo enxergar esse detalhe crucial, você esta longe e eu estou distante com uma multidão de pessoas que nos rodeia, aperta e guia, fazendo com que escolhamos sem pensar, refletir ou pesar nossas decisões.
Agora somos o que decidimos ser, sem chances de voltar atrás... Nosso processo é de evolução, não regressão... Eles não aceitam desistentes, pode-se parar e estagnar, mas jamais regredir, isso é algo que não é aceitável.
Começo a caminhar e depois de um tempo me vejo em frente de um jardim destruído e com todas as suas flores caídas, enquanto penso em qual o próximo passo a dar noto uma pequena flor que resiste aos maus tratos e esquecimento. Encarando aquele pequeno milagre, vejo minha vida e me sinto mesquinho, começo a notar que não me esforcei como deveria, fiz apenas o que queria, agora não posso culpar os outros pelos meus erros. Saio daquele jardim destruído com o coração mais leve e a consciência pesada, agora sei onde errei, agora posso esquecer o sentir e começar a trabalhar o pensar.
Agora volto a caminhar pela minha estrada de tijolos negros, sim, isso mesmo.
Caminhando mais um pouco, sinto que o Sol reluta em sair, percebo que a falta de seus raios solares faz com que meu coração se endureça cada vez mais, o frio começa a percorrer cada parte do meu corpo e enregelando todos os meus músculos. Aquela sensação de vazio volta aos poucos, as lembranças frias e nebulosas retornam com força e nada posso fazer. Tento gritar, mas minha voz não sai, aquela impotência que a muito me acompanha retorna e com voz suave e cativante busca me desanimar cada vez mais.
Sinto lagrimas saindo de mim, lagrimas de desilusão. Sou obrigado a rever todas as cenas já vividas, observar todas as vidas passadas e ficar remoendo meus erros, aprisionado no passado!
Tudo passa tudo se vai, tudo é nada... Não nessa vida!
Ao me levantar sinto que algo mudou, uma parte de mim já não existe mais, ainda busco descobrir qual parte perdi ou redescobri, mas isso é algo para outra historia, pois essa daqui já acabou!

Pela estrada afora um homem vai sozinho, sem destino ou caminho...
Tudo o que ele quer é paz e um lugar para ficar, onde de tudo possa desfrutar...
Sem guerras ou sangue, apenas flores e amor...
Sem dinheiro ou inveja, que reine o novo mundo de paz...
Nas colinas ou montanhas, beira do rio ou mar...
Tudo o que ele realmente quer, é vivenciar o amor, para aprender o que é amar!

domingo, 15 de julho de 2012

Apenas um bar e aquela conversa!


Naquele Bar, naqueles dias...
Dizem que nos botecos escondidos nas vilas perdidas das cidades grandes, se encontram as melhores historias e os melhores causos. Senhores sem inocência, forjados pelas mentiras mundanas, alguns ainda acreditam na existência do bem e da moral, mas grande parte sabe que da onde estamos só podemos piorar.
Com seus discursos e planejamentos, a sociedade clandestina, como se designavam, se organizava para prever os próximos passos da sociedade atual.
Faça chuva ou faça sol, ali estavam eles, sentados em suas cadeiras marcadas e confortáveis, com um copo de Whisky nas mãos. Jornais de direita e esquerda abertos na mesinha de centro, uma revista sensacionalista despedaçada e olhares atentos nas noticias. Discussões acaloradas, a política corre nas veias dos senhores, tudo é política, alguns afirmam.
Outros perdidos na fé, afirmavam que eles lutavam por uma causa perdida, por um mundo destruído.

Dias e noites se passavam e os discursos acalorados aumentavam....
Em dias comuns era normal papos cabeças, em dias de chuvas, a discussão era acalorada...



Cliente: Amigo me traga uma boa noticia e me diga que o Pais ainda não morreu e o nosso sistema ainda é laico!
Garçom: Boas noticias? Pediu no Pais errado. Sistema Laico, pensa que esta aonde?
Cliente: Não pense que estou louco, só não entendo onde estou, as crianças não estão mais brincando nas ruas e o homem ainda esta pensando em células.
Garçom: Mas pare e pense meu amigo, pede pelas crianças nas ruas, mas elas estão nas escolas sendo treinadas para servir ao sistema. Os adultos estão presos pelo capitalismo e consumismo. “VIVA O DOLAR”
Cliente: As arvores no parque não tem mais alegria e os homens murcharam para carcaças sem sentimentos. Choram pedindo a Deus uma ajuda, mas nas noites frias se esquentam em suas casas enquanto outros têm o céu como cobertura e a terra como cama, alem dos opressores matutinos.
Garçom: Mas esse é o nosso pais, acabaram-se as festas, a alegria do povo se resumiu a um fim de semana de futebol ou quem sabe uma missa dominical. Veja os casos de pedofilia e lavagem de dinheiro, depois disso, como ser feliz nesse pais?
Cliente: Bebendo?
Garçom: Mas bebendo você estaria apensa fugindo dos problemas!
Cliente: Beber é fugir de problemas e arranjar outros!
Garçom: Entendo fugir de uns e arrumar outros? Atitude estúpida, mas somos estúpidos por natureza, sendo assim vamos beber!
Cliente: Odiosa natureza humana que é um egoísmo retórico para si mesmo! BRINDEMOS!!
Cliente: Qual o contexto de hoje em dia ter como lideres católicos. Homens que são deveras “Homens de pouca fé”
Garçom: Caro amigo bonitas palavras, vamos brindar, homens de pouca fé, isso fé, ainda existe?
Cliente: Hum!!
Cliente: Fé, isso é tão imaginário quanto um homem que transforma alumínio em ouro.
Cliente: Ou água em vinho!
Garçom: Pior de tudo é a multiplicação. Só consigo multiplicar minhas dividas, quem dera meu pobre e misero salário. Fé deixei de acreditar depois do terceiro gole de cerveja. Falando em cerveja, deixa-me pegar outra para os senhores.
Cliente: Saidera atrás de Saidera, assim não saio desse bar!
Garçom: Ótimo, assim você gasta mais, bebe mais e vamos conversar ou desistiu de beber por hoje?
Cliente: Desisto, vou para casa encontrar uma corda ou balas de 38 que estão perdidas pela sala, fique com o troco, pois para onde vou não preciso de dinheiro!
Garçom: Faça melhor, pegue o troco e beba mais uma, tome coragem e decida viver ou devo te chamar de fraco?
Cliente: Você quer que eu morra?
Garçom: A pergunta é: você quer morrer? Eu quero é que você gaste e morto não consome bebidas!
Cliente: Hum, capitalista!! Perseguem-me até nos bares.
Garçom: Amigo, vivemos em uma sociedade capitalista, quer liberdade? Só em outro mundo!
Cliente: Dizem que quando morremos Che vem nos buscar e temos um lindo céu socialista!
Cliente: O socialismo não funcionou aqui na Terra, porque iria funcionar no Céu?
Cliente: Mas tem o Che lá!
Cliente: È e aqui temos Jony Walker e Nieszteche.
Cliente: Homem de pouca fé
Cliente: Fé eu tenho, mas é que de hoje eu não passo, vou ao banheiro.
Cliente: Trouxa, você não acha?
Garçom: Sinceramente, não........ Entendo a ambos os lado e por isso agradeço por ser um pobre garçom, prefiro trabalhar sem pensar em morrer do que morrer sem saber o que esperar!
Cliente: Vou para casa, amanha eu penso se volto!
Garçom: Tudo bem chefia. A casa agradece, volte sempre!


E assim passam os dias...


sábado, 14 de julho de 2012

Apenas um desejo

Hoje à noite e ontem de manha, tudo é tão simples que ainda me pergunto o que me detinha!
Tudo o que preciso fazer é quebrar alguns grilhões, derrubar algumas paredes e socar alguns rostos. Não que seja necessário, mas é essencial para todo o processo de fuga e fortalecimento de minha alma. Já tenho as chaves e ao pega-las na mão, me sinto impotente por nunca ter sido capaz de descobrir o que me detinha.  Relembrando todos os fatos ocorridos, as fugas sem sucesso e todas as surras sofridas, me sinto um idiota. Era tão fácil.
Bastavam algumas palavras bem ditas, um sorriso cativante e uma sincera vontade de escapar. Mas fui punido pela minha soberba e orgulho, achando que seria fácil de convencer a todos de que sou bom, sou o melhor e que ao sair, todos seriam beneficiados. IDIOTA...
Agora aqui estou parado na frente da porta da minha cela, apenas isso me impede de ver mais uma vez a luz do sol, sentir o vento no rosto e olhar o céu azul mais uma vez. Devo ser sincero, sei que não sairei vivo desse lugar, mas pretendo sentir a vida pulsando pela ultima vez no meu corpo, não deixarei que me impeçam de viver por míseros instantes que sejam, que sinta a vida mais uma ultima vez.
“Nunca é tarde para se recomeçar” Espero que essa frase se aplique a mim e minha existência.
È hora de começar a jogar, boa leitura a todos.


Ouço barulhos, passos se aproximando... Devem ser eles, meus carrascos que vieram trazer pela ultima vez minha comida e água. Hoje é o grande dia, o dia final, nada mais importa pra mim, vão realizar meu ultimo desejo e graças a isso pude aceitar morrer em paz.
Devo dizer: sou culpado de tudo o que me acusam.
Mas ainda sim pude ajudar algumas pessoas. Meu julgamento foi forjado e rápido, eles necessitavam de um bode expiatório e ali estava eu a disposição, com pequenos delitos, nada tão grave, mas depois de tantas mentiras lançadas ao meu redor, tudo era verdade desde então. De porte de drogas a assassinato e conspiração contra o Estado. Foi tão fácil que ainda me pergunto: “O quanto vale a honestidade”.
Sinto o laço do carrasco se apertando em torno do meu pescoço, o capacete da cadeira sendo ajeitado em minha cabeça, é tudo tão sombrio e mórbido que sequer consigo raciocinar direito.
Me ressinto por saber que abraço uma causa perdida não por mim, mas por pessoas sem escrúpulos e coragem pra aceitar seus erros, pessoas que sempre precisam de alguém para ajeitar as coisas. No começo era tudo perfeito, o sonho utópico, uma sociedade igual e honesta, mas durante o processo de organização, descobri o real motivo: Dinheiro e poder. Eu que julgava meus companheiros e aliados pessoas boas e de boas intenções, fui traído e vendido por míseros milhões, me impuseram uma mascara que não pude recusar, agora aqui estou, não sei se será a cadeira ou a seringa, para mim tanto faz, já passou a pior parte. Agora posso aceitar que errei e porque errei.
Sinto o cheiro da grama e uma brisa agradável bate em meu rosto. Que sensação maravilhosa. Que sentimento de vida que nunca pude ou consegui notar. É ironico em como só no momento em que estou para morrer é que sinto como é viver realmente. Minha vida foi uma ironia do começo ao fim, mas isso é algo desnecessario dizer, não devo ocupar o tempo de vocês com historias chatas e sem final feliz, afinal, todos merecem uma historia feliz ou quase todos.
São apenas alguns metros que me separam desse mundo horrível. Não acredito em Deus ou Diabo, mas dessa vez sou obrigado a admitir, Obrigado aos dois pela oportunidade única e nem tão prazerosa.
Despeço-me de vocês agora, acabo de descobrir que será a seringa, uma morte rápida e indolor, assim me disseram os guardas. Espero que realmente o seja, pois desejo descanso da humanidade.

Espero revê-los no inferno, se este existir!!


Adeus

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Tesouros escondidos....


Tesouros guardados, bem longe de minhas mãos. Tido como inexperiente e fraco, sou apenas mais um mortal que busca se eternizar nessa sociedade corrupta e escrota. Ingênuo desde os primórdios da terra, sobrevivendo a custas de sangue e esforço alheio, buscando meu espaço através dos outros, agora me diga: Quem sou eu?
Sou você ou aquele vizinho que tanto xinga e humilha, se acha melhor que os outros, mas na realidade é apenas uma extensão das pessoas, sem elas, não seria ninguém. Um estranho no ninho é assim que se sente, mas pense bem: Quem é você?
No dia a dia, uso de todos os meios lícitos e ilícitos pra alcançar meus objetivos, atropelo a todos, passo por cima mesmo, necessito crescer e não acho justo esses seres inferiores ficarem em meu caminho. Meu destino é uma incógnita, sendo assim pretendo fazer dele uma surpresa, vivendo sem religião, regras ou prisões. Pense quem: Quem sou eu realmente?
Sou você ou aquilo que você gostaria de mostrar, mas o medo de ser diferente te torna igual aos outros, sem vida ou estilo, um boneco feito em serie, com os mesmo erros e defeitos, uma duvida me persegue: Você fala as mesmas frases? Decora os mesmos textos?
Ainda vive sua própria vida ou deixou que a “pseudo-sociedade” ditasse as regras que julga ser bom para você viver. È um ser vivo e vivente ou apenas uma marionete, sendo controlada por outros? Ou Será que devo ir alem e perguntar: “Quem você controla?”
Fraco....
Fraco...
Fraco..
Fraco.
Assim fomos, assim somos.... Mas continuaremos assim?
Enquanto isso, nossos tesouros se afundam cada vez mais......

Dancem........


Dancem seus demônios, dancem até a terra se desfazer, os céus se abrirem e o senhor dos Céus aparecer. Foi-lhes dada uma chance de fazer tudo o que desejassem, deturpar a realidade dos mortais, infernizar a eternidade dos imortais, aproveitem essa oportunidade seus imundos.

Enquanto isso aqui estamos nós, indefesos e deixados para morrer. Fechando nossos olhos enquanto os dias se vão, tentando descobrir o que esta de errado ao nosso redor, em nosso mundinho.
Sendo obrigados a dançar noites a fio, dançando com demônios, decidindo nossos futuros, o medo corroe cada célula de nossos corpos, mas a ignorância nos impele a continuar a dança, sem olhar em seus olhos, sem pensar na cor de seus cabelos, sem ouvir sua voz doce e medonha. Tudo neles tem cheiro de medo e terror...
Um circulo vicioso, impregnado de malicia e desprezo, corroído pelo ódio e pela inveja. Nossos demônios se alimentam de nossas fraquezas, aproveitam cada oportunidade que damos e se fortalecem, a dança continua em um ritmo frenético e tudo o que podemos fazer é fechar os olhos e o coração para as maldades alheias, serenando nossa alma, aquietando nossas consciências e deixando fluir. Que saia os venenos, que desapareça a raiva, que todos os males se afastem de nós, que possamos encontrar a paz e nos distanciar da dança!
Eles dançam sabendo do resultado final, os últimos passos foram dados, as ultimas acrobacias realizadas, que venha o fim!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Caro....

Ela estava estarrecida.... Diante dela estavam as mil faces da verdade e mentira!
Mil faces, como um espelho trincado, com vários ângulos e facetas diferentes. Nada diferente, mas nunca igual sempre aquela diferença mínima, aquela posição de destaque, uma coisa sempre se sobrepondo a outra.
Mas naquela noite, as mentiras e verdades desapareceram, as duvidas se dissiparam e apenas a certeza estava ali, na sua frente, nua e crua. Como um Juiz imponente e sábio, sem demonstrar compaixão ou carinho, determinado a selar de vez todas as inquietações que a afligiam em sua alma. Rodeado de perguntas: O que é a verdade? o que é a mentira? Possuímos a verdade absoluta? Conseguimos mentir para tudo e todos?
 Perguntas que tem como objetivo aprofundar seu conhecimento, no entanto confunde sua cabeça e faz com que comece a duvidar de si própria, fazendo com que suas forças sejam minadas pouco a pouco.
Anos atrás um velho amigo um vez lhe disse:

"Caro pensador, a verdade possui varias facetas
não cabe a nós decifras a todas, mas sim achar a nossa"

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma vila


Era uma vez...
Em uma vila perdida, em um vilarejo desaparecido...
Onde todos viviam e morriam normalmente, sem problemas com Deuses ou Santos desconhecidos...
Nascidos da Terra voltavam a Terra sem problemas ou funerais...
Tudo era motivo de festa, desde o nascer do Sol ao cair da chuva...
Sem serem desbravados ou descobertos, uma civilização civilizada, com regras e leis justas e próprias.
Seguindo a passos lentos a sua própria evolução, sem devaneios e loucuras, tudo era paz e sangue.
Existiam suas guerras, mas era lutadas pela sobrevivência e vida, seus Deuses agraciados com oferendas mínimas e de coração...
Tudo era paz, até o dia em que um navio se aproximou e aportou, queimando florestas, catequizando os nativos e deturpando sua realidade. A paz tão granjeada perdida e seus Deuses profanados.

Assim eram, assim somos e assim seremos!