segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dance minha estrela, dance!

O som das gargalhadas ecoam por todo o salão, foi dado a ordem, toquem os sinos e rufem os tambores, Vamos dançar como se não existisse o amanhã.
Nada pode acabar com a noite, as estrelas brilham e a lua deu o ar da graça. Hoje o Baile será perfeito. Vestidos brilhantes e maravilhosos, uma voz cantando ao fundo do salão. Voz profunda e carregadade de dor e sentimento, ela sofre para alegrar, chora pra fazer sorrir!
O Anfitrião a recebe com um sorriso no rosto e uma marca no coração, nada pode surpreender!
Ela chega atrasada e todos a recebem com um sorriso no rosto. Vestida apenas com um simples vestido, cabelos despenteados, mas possuidora de olhos vivos e brilhantes.
A Dama da noite chegou, que tornem a rufar os tambores, agora sim a noite começa!
Seus anjos a observam felizes, ela merecia aquela ultima oportunidade, aquela ultima chance de ser o que sempre quis.

-Vá minha bela, sorria, dance, chore e depois volte. Sua familia aguarda ansiosa seu retorno.

Enquanto isso....
Uma estrela cadente cai, as estrelas ao redor sorriem, ela estava voltando!
De volta para casa em breve

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cronicas (sem começo meio ou fim) escritas por "Gabriel Barbosa e Luis Fernando"


Estava chovendo, minha armadura estava gelada, mas não tanto quanto o vento cortante daquele lugar... Eu levantei minha espada, e não conseguia pensar direito, o líder das nossas tropas disse algo mas o vento e a chuva gritavam mais alto em meio a tantos homens, apesar disso, quando todos gritaram para saudar e fechar o que ele tinha dito, gritei junto, pois sabia que de alguma forma eram palavras que nos davam força... Ainda olhava em volta, alguns beijavam cruzes e amuletos que carregavam como se fosse uma arma a mais em volta de seus pescoços, e via todos ali, amigos que nunca conheci tão a fundo mas que foram as pessoas que mais salvaram minha vida, que partilharam algumas refeições comigo, que lutaram ao meu lado... Naquela manhã chuvosa, fomos alertados as pressas e nem tínhamos acordado direito enquanto vestíamos as armaduras e nos preparávamos para a batalha, uma batalha desproporcional, onde éramos como um pequeno lago, contra o mar... logo após o grito, nós estávamos posicionados e corremos sem exitar, sem pensar, a única fé era no fim, quando corri, sabia que iria correr para a morte... Mas corri, corri para nunca mais parar.
 
No alto daquela colina ele estava parado, observando as tropas inimigas. Como um mar negro, aquilo era uma afronta a nosso Deus!
Ele começa a descer e percebo que meus companheiros estão ansiosos, alguns tremem de frio, outros de medo. Para muitos aquela seria apenas mais uma batalha, mas para alguns seria a ultima!
Eu estava cansado de lutar em nome de algo que não acreditava mais, somente a fé em meu Rei que mantinha a minha coragem, minhas forças. Aquela seria minha ultima batalha.
Ele começa a bradar:
-Iremos lutar contra eles, e venceremos. Somos inferiores em numero? Sim. Mas somo superiores em honra e coragem. Vamos descer e lutar, lutar como homens livres e decididos. Vamos lutar como leões e despedaça-los. Esqueçam seus corpos, lutemos com a alma. Irei repetir....... Iremos vencer!
A cada palavra dita meu corpo se retesava de emoção e ansiedade, minhas mãos estavam ansiosas pelo contato com a espada, pela adrenalina da batalha.
O Rei começa a cavalgar rumo a batalha, começamos a acompanhar, uma sombra mortal e feroz. Estamos preparados!
O campo era enorme os inimigos muitas vezes superiores, mas somos mais corajosos, um ataque frontal, uma luta desigual!
Recordo-me de apenas ver minha espada brilhar naquela noite. O brilho da vitória!
 
AHHH... Deixado para trás mais uma vez!
Eles o abandonam em plena madrugada, como ladrões de estrada.
O deixam ao vento, sem roupas ou proteção, apenas uma espada em mãos!
Aquilo beirava ao bizarro e inacreditável, tudo era estranho e mal feito, sua sorte o contradizia sempre que possível. Sua única alegria era de poder dizer: Sou livre e estou vivo!
Mas a batalha estava para começar, sem roupas ou escudo, munido de apenas uma espada curta, cara e coragem, nada mais!
Ao começar a caminhar, um recado no chão: "O deixamos por que você é muito importante, volte e treine ou prossiga e morra!”.
Eles estão tão perto, mas o medo começa a despedaçar sua coragem, sua força de vontade é quase nula, seus piores medos retornam. Aquele brilho vermelho, os gritos e sua aparência. Ele não queria se tornar um monstro!
Depois de muito pensar ele decide!
"Vou enfrentar esse monstro que habita dentro de mim, irei derrota-lo, irei me tornar senhor de mim mesmo!"
Ele começa a correr, o tempo é curto e a batalha esta para começar!
Ao se aproximar do campo de batalha, ele começa a ouvir as palavras de seu Rei, uma vontade o invade, a coragem lhe da forças, e o medo desaparece!
Uma sombra desce a colina, gritos alucinados, espadas brilhando e no olhar de cada soldado a determinação!
A luta começou e por nada ele iria ficar para trás mais uma vez!
 
Nunca acreditei na sorte, quem sabe no azar, eu comandava um grupo, estávamos no outono, e como um grupo de lobos famintos, seguíamos naquele lugar, a procura de água, comida, e algo para passar o tempo... Éramos a tropa mais importante naquele lugar, pois éramos os únicos naquele país novo... A vida não é irônica, mas as vezes a morte sim... ao norte víamos soldados, um grupo grande demais para nós, mas meu coração precisava ecoar naquele lugar, num ultimo grito de desespero, eu guiei meus homens, e sei que eles me seguiriam até o inferno... Nunca acreditei na sorte... Sei que não vou para o céu que tanto me prometem, não depois de tantas mortes que fui responsável... Sigo sempre em frente, nunca olho para trás, se o fizesse, deixaria tudo isso... Mas aqui está meu destino, morrer... Fazendo algo... Agora com tantos inimigos, não acredito na sorte... Não na minha... Mas talvez acredite na sorte dos meus homens, foi à sorte deles que me manteve vivo até agora.
 
Aquele pequeno exercito estava começando a me irritar. Eles eram corajosos e fieis ao seu líder, mesmo tendo quase o triplo de homens que aquele homem, eles sempre escapavam, sempre fugiam ou nos derrotavam. qual o segredos deles?
Bastava olhar para meus soldados que meu ódio começava a aumentar. Eles não tinham raça, vontade ou coragem para lutar. Lutavam por ouro e terras, não tinham amor pelo pais que moravam, camponeses eram mais fieis e corajosos!
Um bando de mercenários que se importavam apenas com seu alimento e suas casas. E aquele pseudo-rei tinha homens fieis, honrados e corajosos. Eles precisavam ser destruídos, varridos da face da terra.
"Basta, Não irei mais suportar novas derrotas, quero aquele exercito destruído, custe o que custar!”
Meus Generais são fracos e estúpidos, estou cercado de ignorantes. Devo fazer tudo sozinho!
“Comecem a se mexer seus preguiçosos, iremos a Guerra, lutem por suas vidas, suas casas, suas famílias, pois se perdermos, ninguém voltara para casa”!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Era o fim, mas bem pior!

Ele se arrepiou, mas não era o vento gelado era apenas a brisa do vento sul, uma brisa que o fez recordar daqueles momentos mágicos, daqueles dedos ágeis, daqueles olhos claros e boca perfeita.
Ela desapareceu de sua vida, mas deixara a porta aberta, ele se sentia incompleto, suas noites eram incompletas e vazias, não estava acostumado a viver sozinho, seus filhos estavam dormindo.
A cada manhã era uma luta, um sacrifício..... Passar ao lado do retrato de família e ver ela ali, feliz, confiante, viva.
Estava cada dia mais complicado ensinar aos filhos que sua mãe não iria voltar que onde ela estava ninguém poderia alcançar, mas que ela estaria olhando por todos seus parentes queridos!
Ele estava cabisbaixo e deprimido, sofreu um golpe forte demais, sua resistência estava sendo minada dia após dia. As crises de choro eram freqüentes..... Olhos vermelhos, rosto flácido, sorriso amarelo.
Seus amigos balançavam a cabeça a não sabiam como agir. Estavam de mãos atadas.
A cada por do sol, sua tristeza aumentava, chegava a picos de extrema depressão e somente seus filhos eram capazes de tirá-lo desse estado. Filhos lindos e maravilhosos, inteligentes como a mãe e geniosos como o pai. Ninguém era perfeito.
Mais uma noite que se aproxima e ele não sabe como lidar com a solidão, ainda se lembrava daquele dia, no quarto do hospital, daquelas palavras...
Ainda se lembrava e chorava sempre.
Ela estava partindo e levando consigo uma parte de seu coração. Mas sempre que ele olhava para seus filhos, via neles uma parte dela, ele ainda conseguia observar o sorriso dela nos rostos deles, era lindo.
Ela partira e deixara uma porta aberta... Seus filhos estavam ali para ajudar a fechá-la!

“Ventos do norte, carreguem minha solidão e tristeza. Ventos do sul tragam a minha felicidade!”



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Duvida

Estava cada dia mais difícil de escrever, sem inspiração.
Seu Agente estava cada vez mais chato, existia um prazo e o livro ainda estava inacabado. Mas ele não sabia como terminar aquela coisa.
Ele não queria terminar o livro com um final feliz, o personagem tinha que morrer, disso ele tinha certeza. Desde a primeira linha, o livro foi sendo escrito para ter um final trágico, mágico. Mas ele perdera a linha de raciocínio.
Estava tudo indo bem, mas ela surgiu e levou com ela a sua inspiração. O livro tomou outro rumo, seus personagens ficaram mais amorosos, humanos. Perdeu todo aquele terror do inicio!
O assassino se mostrou carinhoso e fútil, o herói virou sentimental e aqueles personagens secundários se transformaram em peças fundamentais na historia, realmente já não era o mesmo livro!
Ela surgiu e desapareceu com a mesma velocidade.
Agora ele ficava suspirando de saudades, sua cabeça viajava por historias estranhas, ele estava apaixonado!

Seu Agente estava preocupado com ele, a data de entrega estava se aproximando e o Garoto ainda estava suspirando por aquela vaca. Suas idéias e paciência estavam se esgotando, afinal, só mais vinte paginas e aquela desgraça de livro estaria terminado, mas não, agora o garoto decidiu que queria mudar o final do livro, um trabalho imenso e dispendioso!

Ele teria que botar um ponto final nessa historia de qualquer jeito, assim como fizera com a mulher!

O Garoto estava deitado em sua cama, olhando para o teto e pensando em um final diferente. Estava cada vez mais complicado imaginar em algo diferente!
O Telefone da sala começa a tocar. Deve ser o Agente – ele pensa
Ele se levanta e vai para a sala, uma idéia surge em sua cabeça.
Que burro que sou, porque nunca pensei nisso, idiota, idiota – Ele fica repetindo para si próprio.
Desce correndo as escadas, passa pelo telefone que toca sem parar. Ele corre para o computador e começa a digitar:

"Tudo estava claro, mas James custava a acreditar que alguem que não fosse ele tivesse a capacidade de fazer tamanha maldade"
Morrendo de ódio, James entra no carro e dirige em direção ao prédio, ele iria para matar.
Alguns minutos depois, James começa a enxergar o prédio, um prédio sujo e caindo aos pedaços, mas que esconde muito bem a organização que comanda cidade!
Com sua arma em mãos, James chega chutando a porta lateral atira nos guardas, menos dois – ele pensa.
Um, dois, três corredores, para uma pessoa normal e visitante, aquele prédio era um labirinto, mas para ele, era como estar em casa, pois conhecia cada corredor, cada sala, cada cômodo, afinal ele nascera ali.
Mas uma sala e pronto, ele chega aonde deseja. Um senhor esta sentado em uma poltrona logo a sua frente!
James se aproxima e escuta o senhor falando:
-Demorou meu filho, pensei que fosse mais rápido, mas acho que mais uma vez me enganei a seu respeito.
James começa a tremer, todo o seu ódio desaparece, apenas resta o medo daquela voz, medo de sua infância, que tanto o atormentava. Tentando recuperar a coragem, James responde:
-Dessa vez irei terminar o serviço, mesmo que tenha que morrer.
O senhor ao ouvir isso começa a rir.
-Garoto, você ira morrer, isso pode ter certeza. Se soubesse que teria tanto trabalho com você, jamais teria te aceitado em minha casa, minha organização, teria te abandonado com sua mãe.
James começa caminhar em direção ao senhor, arma na mão, uma lagrima escorre pelo seu rosto. Ao chegar perto ele começa a dizer:
- Você a matou, tirou tudo de mim, me deu apenas uma arma e uma ordem. Jamais tive consideração por você. Mas você merece algo cristão;
Ao terminar de dizer isso, James atira no senhor, se senta na poltrona, aperta aquele botão e todo o prédio voa pelos ares!
O Garoto estava feliz terminou sua obra-prima e agora já poderia se dedicar a outras coisas!
Ele decide ligar para seu Agente, dizer que terminou e em breve iria entregar a historia.
Pega no telefone e vê duas chamadas perdidas, eram dela. Um tremor passa pelo seu corpo.
Será que devo ligar? – ele pensa.
Depois de muito pensar ele decide fazer aquilo que mais convem, liga para o Agente e avisa:
“TERMINEI”