quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um passado, o presente, mas e o futuro?

Ele esta de volta, já faz séculos que não revia a sua cidade.
Ela mudou muito, mas muito mesmo.
Prédios surgiram, as praças sumiram....
A cidade perdeu o ar de amistosa, seu ar ficou pesado, todo mundo ocupado.
Ninguém se preocupa com os outros e vivem apenas para si próprio, o egoísmo domina...
E ele viu tudo isso com apenas um olhar!
Faz anos que ele não se sente em casa, viajou por cidades e paises estranhos, mas o sentimento de intruso sempre o acompanhava.
Fez coisas que nunca pensaria em fazer, errou demais e agora busca um modo de expiação.Ele pensa nos erros do passado e vê que realmente passou dos limites em muitas ocasiões, poderia ter evitado muitos problemas e dificuldades, mas seu orgulho não deixou.
Ele se sente em casa, se sente bem, parece que aqueles anos que ficou fora fez com que ele realmente sentisse saudades da cidade.
Lagrimas caem dos seus olhos, as lembranças da sua infância começa a permear sua mente, ele se lembra das travessuras já aprontadas, das namoradinhas esquecidas e brigas de escola....
Ah !!! Como é bom estar em casa
Mas ele sabe que algo está errado.....
Ele começa a pensar que faz anos que não vê o brilho do Sol, que desde que ele escolheu a escuridão sua vida mudou, já não é tão triste, sua vida ficou mais alegre, ficou mais longa........ todas as noites são intermináveis e inesquecíveis.
Ele sempre descobre algo novo e surpreendente, realmente Magno não mentiu quando lhe disse que a vida eterna é uma dádiva que poucos merecem, e ele acha que merece!!
Viajou para paises e cidades que nunca em sua infância pensou em visitar, conversou com pessoas simples, condes e duques, visitou castelos e monastérios......mas nada supera essa sensação de estar em casa.
Já se passaram dez anos desde que ele saiu da cidade, foi embora em busca de aventuras e riquezas.
Encontrou muitas lutas e batalhas, fugiu de varias.
As que participou ganhou poucas e perdeu varias.
Mas uma coisa ele aprendeu, como matar!!
Participando de varias lutas e batalha foi forçado a matar para sobreviver, enquanto um vive, vários morrem.....esse era seu lema!
Como eram bons aqueles tempos, onde ele podia vagar pelas cidades vazias, passear por lugares inabitados, matar sua crescente curiosidade a respeito dos homens...
Mas o tempo passa e ele continua intocavel pela idade, maldição ou benção?
Isso ele não sabe...mas busca desesperadamente pela resposta, encontrou vestigios dela, mas tem medo do que pode descobrir, um covarde, isso é ele!!

Tempestade

No olho da tempestade, os ventos açoitam meu rosto com a força de um chicote. Não posso desistir, não agora!
Vejo a todos rodando, submersos na tempestade, é tão mais facil ceder e apenas acompanhar, eu decidi lutar e veja bem, estou sofrendo demais. Sinto meu corpo sendo despedaçado pelos ventos cortantes, meus olhos quase fechados e nariz congelado. Mas devo resistir!
Devo quebrar esse ciclo, gritar a plenos pulmões: BASTA!
Essa rotina que faz com que todos se tornem cordeirinhos. Esse ciclo vicioso tem que acabar.
Enquanto firmo posição e sofro as consequencia, consigo enxergar a todos em suas vidinhas pacatas e metodicas, sedentarios e frageis.
A tempestade esta aumentando cada vez mais, sinto que um dos meus pés perdeu o contato com o chão, não me atrevo olhar para baixo, pois sei que se olhar não terei a força para levantar minha cabeça novamente, só me resta resistir e esperar!
Esperar que o Sol apareça por entre essas nuvens escuras e espessas.
Ouço gritos em meio aos ventos. Eles me chamam, clamam por minha companhia, mas não desistirei, não me tornarei aquilo que mais repudio.
Fui marcado a ferro e fogo quando mais novo, escolhido para ser o ponto de discordia, então devo cumprir meu papel com a vontade e a força necessaria!
Não, não e não....... Devo resistir

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ela e Ele

Era um lindo, uma linda praça
O sol estava divino, o céu espetacular
Aquela leve brisa batendo em seu rosto, fazendo que com ela fechasse por instantes os lindos olhos e mordesse por instante os labios
Ela sabia que estava um pouco atrasada, mas tambem sabia que ele iria esperar, sempre fora assim.
Olhando ao longe ela só consegue enxergar as ruas entrelaçadas, as arvores lindas e as pessoas passando ao seu redor.
Em um dia normal ela se sentiria oprimida por aquilo, mas esse não era um dia qualquer, era especal. Ele estaria do outro lado esperando por ela.
Começa a chuviscar, mas bem fraquinho, o que apenas alivia o calor que ela sentia.
Um arco iris se abre no ceu e ela olha maravilhada, tudo estava dando certo.
Apos caminhar mais um pouco ela ja o enxerga. Ele era seu heroi, seu principe, seu rei, salvador das noites frias e tediosas.
Ela começa a correr e ele percebe que ela chegou...
Se ajoelha para recebe-la com um sorriso no rosto...
Ela se joga em seus braçços e exclama:
- Pai, que saudades, jura que nunca mais vai me abandonar?
Ele apenas sorri, com uma mão afaga seus cabelos e responde:
- Sim minha filha, nunca mais irei te abandonar!
Levatando-se ele pega na mão da sua filha e se encaminha para casa.
Enquanto isso o Sol se põe.

Em Nome DELE!

Um grito no escuro,  uma flecha lançada, uma espada quebrada e meu escudo destruído.
Sem força de vontade, nada mais me resta, faça seu dever, cumpra seu papel, seja misericordioso e me deixe trilhar o caminho indolor da morte, me de a chance de rever meus entes queridos, abrevie essa encenação de vida, tenha pena de uma pobre alma que sofre. Vamos meu senhor, empunhe sua espada com ambas as mãos, apenas um golpe certeiro e poderei me recolher ao lado de meus antepassados, me sentar ao lado dos tronos e fazer companhia a reis e condes!
Lutei demais, sangue por todas as partes, todas as noites eu sonhava com aquelas mortes, com aqueles rostos. MAS QUE DIABOS, EU MATAVA EM NOME DE DEUS, O MEU DEUS. Porque agora devo me sacrificar, martirizar por fazer aquilo que julgava correto?
Deus não me abandonou, apenas me abriu os olhos e me fez ver que errei demais, sacrifícios em nome de algo humano, supérfluo, por algo sem sentido.
Ainda recordo daquela criança orando por minha alma e foi aquilo que me despertou. O momento de despertar foi horrível, enxergar minhas mãos impregnadas de sangue, saber que a espada que empunhava tinha tirado vidas inocentes, afinal, todos são inocentes, ate mesmo os infiéis que matei, eles apenas lutavam por algo diferente, possuíam uma fé diferente da minha.
Nos campos de batalha, apenas enxergava as bandeiras sem saber seus significados, cabeça baixa, escudo protegendo meu peito e espada levantada, ao primeiro contado com o inimigo ela descia velozmente, um único golpe e mais um irmão desapareceria da face da terra. A pior parte de tudo era recordar de meus senhores fazendo oferendas a cada vitória, distribuindo despojos a cada cidade invadida. Agora sim posso ver o quão ruim eu fui!
Agora estou sobre a lamina de uma espada, não espero compaixão. Desejo a morte rápida e sem dor, mas pelos olhos de meus inimigos, isso seria apenas um presente para mim.
Algum tempo atrás eu ouvi a palavra fogueira, pelo jeito serei mandado para o inferno com uma pequena amostra do inferno. Mas sendo realista, eu mereço cada tortura.
Cada pessoa que ainda consigo enxergar me recorda alguém que matei nessa cidade, pais, filhos, netos e mães. Transformei-me em um monstro em nome de Um Deus de vingança, agora devo pagar por todos os meus atos.
Espero renascer em uma era onde o Deus seja único!

Que assim seja!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Maldito Sono

Enquanto escrevo minha cabeça dói e meus demônios me atacam impiedosamente, a cada palavra escrita minhas dores se elevam aos céus, tudo dói, meu corpo dói, minha mente dói. Tento fazer o esforço de me manter desperto, mas a dor é tremenda.
Não sei o motivo desse ataque, apenas sei que começou de forma inesperada e ridícula, se eu tivesse sido mais vigilante não estaria sofrendo agora!
Mas agora só me resta lutar para ficar acordado, sei que se dormir minhas chances de acordar serão mínimas, devo resistir. Sinto o sono me afetando lentamente, todas as partes do meu corpo estão dormentes, sinto que meus dedos já não querem mais obedecer minhas ordens, minha cabeça esta girando e meus olhos quase se fechando.
Escuto uma voz ao fundo sussurrar: “Não durma, se dormir tudo estará perdido, então não ouse dormir”.
Tento me manter desperto, mas a cada minuto que se passa fica mais difícil, parei de escrever, pois já não estava mais enxergando as folhas, minha mente começa a entrar em um estado de torpor.
Depois de muito lutar eu desisto e começo a dormir.
...... Não era um sonho qualquer, nele eu estava sentando em minha cadeira, no meu escritório, com os olhos abertos, mas sem nada enxergar. Estava na escuridão e nenhuma luz conseguia atravessar aquelas trevas.
Comecei a escutar barulho de passos e alguém para ao meu lado....
Com um a voz suave ela diz:
- Parabéns, você chegou. Parabéns você correu. Parabéns por tudo, mas você não venceu. Acorde e trate de lutar mais, resistir mais e quando estiver pronto retorne para nós.
Acordo assustado e com o corpo tremendo. Na minha mesa restava apenas uma folha com a seguinte frase:

“Lute, Lute e Lute”

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vivo!

Estava a quase meia hora sentado naquela cadeira esperando pela minha vez. A audiencia estava para começar e o futuro seria decidido ali.
Ouvindo o som do relogio, o barulho dos carros do lado de fora, as pessoas conversando. Minha vontade era de fugir dali, desaparecer, sumir!
Olhava compulsivamente para o relogio, as horas teimavam em não passar.
Um filme passava em minha cabeça, todos os meus atos, todas as minhas falas e falhas!
Ainda me recordava daquele dia, daquele acidente....... Segundo disseram foi falta de sorte e imprudencia do outro, mas o dano ja estava feito. Aqui estou eu, esperando por algo que não quis causar, mas tomei parte.

Era um dia de sol, ceu claro e sem nuvens!
Como sempre fazia, sai para trabalhar a pé. Adorava andar a pé, era algo que me deixava em contato com a natureza, com as outras pessoas. Encontrei as mesmas pessoas, tomei café no mesmo bar, comprei o mesmo jornal na mesma banca e fiz o mesmo caminho. Até aquele dia, essa seria a minha rotina.
Naquele dia em especial, o sol estava forte demais e decidi voltar para casa e ir de carro para o trabalho, uma quebra na minha rotina. Ja no carro começo a notar que algo de ruim esta para acontecer, meu corpo doia demais, minhas mãos estavam umidas e minha cabeça doia.
Ainda não sei o porque de ter parado naquela farmacia, deve ter sido meu destino.
Parei na primeira farmacia que vi e fui comprar meus remedios, quando estava para sair vejo uma jovem com dificuldades para carregar algumas compras.
Continuei a caminhar e quando estava para chegar no carro, percebo que deixei minha carteira na farmacia, decido voltar e foi aquilo que me liquidou.
Ao voltar para a farmacia, olho no chão e descubro que a tal garota havia derrubado seu celular, sem pensar muito vou para onde ela esta, chegando lá a encontro chorando demais.
Apenas entreguei a carteira e sai dali, a garota sem nem levantar a cabeça diz:
- Obrigado
Pego de surpresa eu me distraio e não percebo que um carro se aproxima em alta velocidade, fui pego em cheio, a dor foi lascinante demais...... Senti todos os ossos do meu corpo serem pulverizados, os meus olhos só puderam ver uma ultima imagem:
"Pessoas correndo e aquela garota em prantos"
Pouco a pouco fui perdendo todos os sentidos, minha mente adentrou num vazio aconchegante e apenas uma voz me dizendo:
- Descanse meu filho, descanse...... em breve você sabera o proximo passo.
Depois disso  estou aqui........ Vivo? não sei
Mas estou aqui a espera de alguma decisão ou descoberta

Ouço alguem chamar o meu nome, deve ser a minha vez!
em breve voltarei e contarei a todos o que devo fazer, até a proxima!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Eternidade de um Minuto.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC......
Aquele barulho entrou em sua mente, o relógio maldito estava tirando sua concentração. Ele se contorce na cama com sono, começa a tatear na cama e descobre que ela já se levantou.
Ao se sentar na cama ele ouve barulhos vindo da cozinha. “Ela deve estar fazendo o café” ele pensa todo feliz da vida, afinal, encontrou a mulher certa. Ela era esforçada, honesta e gostosa, ele era um homem de muita sorte.
Levantando da cama ele percebe que suas roupas estão espalhadas pelo quarto todo, aquilo era estranho, mas ele pensa que deve ter sido da “festa” que ambos fizeram na noite anterior.
Ao entrar no banheiro ele olha para o relógio e vê as horas, 8 e meia da manha. Praticamente ele madrugou.
Ele começa a se observar no espelho e nota que pequenas espinhas estão surgindo, aqueles cabelos brancos estão mais visíveis e as olheiras pioraram.
Seus olhos estão mais inchados, sua boca caída e seu nariz torto. Realmente era um milagre aquela mulher se interessar por ele.
Enquanto se observa no espelho, sua mente o carrega para o passado, para os dias em que tudo era mais difícil para ele. Dias em que seus familiares ainda eram vivos e seu sonho era apenas em ser alguém conhecido e famoso.
Ele sempre dizia na escola: “Serei famoso” e as outras crianças viviam rindo e caçoando dele. Era totalmente diferente das crianças daquele tempo. Seus pais diziam que era um milagre ele estar vivo, sua mãe tentara o aborta, mas ele sobreviveu. Seu pai era um fudido de merda que só sabia beber e se drogar, a única coisa boa que fez foi morrer e deixar uma pensão para a mãe!
Sua juventude foi uma mescla de decepção mais agonia. Todos ignoravam seus esforços, taxado de doente e diferente, nada que ele fizesse tinha valor.
Tudo mudou depois que seu pai morreu e isso era estranho, pois ele amava aquele cara teimoso e ignorante.
Sua vida adulta era apenas uma evolução da Juventude com apenas uma diferença. Agora ele era mais confiante.....
Ao se olhar no espelho novamente ele percebe que seus olhos estão vermelhos mais uma vez.
Falando bem baixinho ele diz:
- EU VENCI
Ao olhar pra o relógio ele se surpreende, era apenas 8 e trinta e um da manha!
Ele começa a rir e pensa:
“Realmente, podemos fazer muita coisa em apenas 1 minuto, pois ele consegue ser eterno às vezes”.



Memórias das sombras.

Tento dormir, mas minhas memórias não deixam, as lembranças tendem a ser cada vez mais fortes. Aqueles olhares, aqueles sorrisos e rostos queridos, tudo perdido em apenas uma noite.  Minhas memórias não me deixam em paz.
Quero dormir, mas o rosto dela sempre volta, o sorriso daquela família, aquele retrato encima da lareira e até mesmo os latidos do cachorro me atormentam. Aquela voz penetrando em meus ouvidos, aqueles gritos de dor e terror, ela gritando por mim...
“Joseph, Joshep... Ajude-me, por favor.” E eu nada podia fazer, estava preso naquela sala, só podia observar todo o desenrolar da cena.
O que se seguiu depois até hoje me incomoda, aquelas coisas vistas jamais irão me abandonar, mesmo após a morte sei que terei a companhia daquelas lembranças.
Já passa da meia noite e nada do sono chegar, meus remédios para insônia acabaram e não me sinto confiante para atravessar o quarto e pegar meu celular.
Quase todas as luzes da minha casa estão acesas, peguei esse costume depois do ultimo Natal, aquilo me marcou demais. È infantil dizer isso: “Tenho medo do escuro e do que existe alem dele”
Sim, tenho medo alias muito medo mesmo. È algo infantil e bizarro de se aceitar ainda mais tendo mais de 30 anos, mas certas coisas tendem a voltar e para a pior, no meu caso um antigo caso que retornou e me assustou profundamente.
Um dia eu contarei a todos, mas por enquanto não me sinto seguro na minha própria casa se todas as luzes estiverem apagadas... Sinto como se eles pudessem retornar e me fazer algum mal, como se eles pudessem se levantar de seus leitos e tentassem de alguma maneira me mandar para o mesmo lugar que eles.
Devo confessar que me sinto culpado por metade do sofrimento que eles passaram, mas poxa vida, como vou adivinhar que aquilo poderia acontecer. Serei eu algum mágico ou adivinho?
Já são mais de 2 da manha e ainda não consigo dormir. Termino de escrever por aqui meus amigos, amanha quem sabe eu tenha a coragem suficiente para contar a vocês toda a historia de verdade.



Uma boa noite a todos.
 Porque para mim só resta à solidão sem sono!



Confins do mundo

Naquela cidade aonde a luz não chegava, onde as trevas dominavam um ser estava disposto a mudar, um personagem diferente e impessoal. Nascido no ultimo dia de verão, filho do Sol e irmão da Lua, apontado pelas ruas da cidade como o culpado por toda a desgraça que aconteceu depois de seu nascimento. Seus pais morreram na noite sangrenta, seus irmãos o venderam a um dono de estalagem. Antes rico agora um reles servo.
As noites eram frias e solitárias para ele, sozinho e sem família ele vivia de favor em um quarto escuro da estalagem, seu mestre era carrasco e sádico. Seu corpo era marcado pelas surras diárias, seu sonho era poder fugir ou morrer.
No alto das montanhas alguém observava toda aquela tragédia com uma lagrima no rosto, nada podia fazer a não ser esperar e rezar. Esperar para o dia em que a noite sangrenta retornasse e rezar para que seu filho não fosse conduzido como uma ovelha ao abate nesse dia. O garoto parecia ser forte, mas precisava ser mais, era necessário que ele provasse ser digno de viver, que ele mostrasse que ele sim merecia a vida mais que o outro ai sim ele seria liberto e sairia daquele lugar amaldiçoado.
Dias se passam e o garoto começa a ficar incomodado com algo, as surras já não machucam mais, os palavrões já não ofendem mais.
A população já não fica mais a noite nas ruas, os bares começam a fechar mais cedo e seu mestre começa a ficar mais nervoso!
A escuridão desceu na cidade em um dia qualquer, ela veio carregada de espíritos e cavaleiros imortais, a população já sabia desse acontecimento e todos se abrigavam em suas casas, mas alguns foram pegos no caminho. Corpos mutilados, cabeças arrancadas e cálices cheios de sangue humano!
Ele olhava para a cena maravilhado, a violência e adrenalina percorria por todo o seu corpo. Ele queria poder sair pela cidade, matando e se vingando de cada pessoa da cidade que um dia o ofendeu. Sendo impelido por essa vontade ele sai da estalagem e começa a percorrer a cidade!
Ao virar uma esquina ele se depara com um soldado vestido de vermelho e portando uma imensa espada. Esse soldado apenas desmonta e estendendo os braços para ele diz:
“Vamos meu filho, vamos sair desse lugar esquecido por Deus”.
Ele demora a compreender, mas finalmente sua mente se clareia e com um sorriso no rosto ele se junta ao soldado.
O Sol começa a aparecer pela primeira vez em anos naquela cidade, e a cada luz que percorre aquela cidade os espectros e cavaleiros desaparecem......
Saindo como uma nuvem negra e espessa os cavaleiros se encaminham para o norte da cidade... O garoto ainda confuso começa a fazer diversas perguntas, mas recebe somente uma resposta:
“Meu filho, no momento certo tudo será explicado, mas agora olhe e se despeça de sua antiga cidade, pois ela não mais existira!”
Terminando de dizer isso, todos se viram em direção a cidade e começam a ver que ela desaparece aos poucos..... Depois de um tempo nada mais resta a não ser algumas estacas e uma placa:
“Cemitério Confins do Mundo”

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

No vale das Sombras


Estou perdido em meio aquela cadeia de montanhas, se tento olhar para trás só enxergo aquele vale maldito e a minha frente uma escuridão terrível.
Mas o bardo me disse que era esse o caminho a seguir então devo acreditar e prosseguir. Meus irmãos estão atrasados novamente, irei esperá-los na próxima taberna e quem sabe eles irão me pagar uma bebida em forma de desculpas pelo atraso.
Já faz dia que não sinto a luz do sol, a escuridão esta mais espessa, a cada dia de caminhada uma grande floresta se aproxima com suas arvores enormes e lendas sangrentas.
Recordo-me que as babas sempre contavam historias de terror para mim e meus irmãos, agora sinto que talvez elas sejam verdades.
Existia uma em especial que sempre me dava calafrios, a do “Vale das Sombras”, metade da população do vilarejo jurava que era a mais pura verdade e agora estou passando ao lado e posso sentir que algo de ruim aconteceu nesse Vale, sinto uma presença maligna em cada pedaço, em cada parte..... È como se algum demônio tivesse se apoderado daquele Vale e feito sua casa, seu lugar de descanso. Não consigo enxergar mais as casas que as pessoas juram existir, nem mesmo a pequena casa de oração que eu sabia que existia ali, a algumas eras atrás!
Começou a escurecer e mais uma vez fico ao relento, não me arrisco chegar perto da montanha, prefiro ficar na trilha afinal, meus irmãos estão para chegar e eles precisam saber que estou vivo ainda!
Depois de ter feito a minha fogueira começo a olhar para as estrelas, o céu esta lindo, as estrelas brilham como se fosse a ultima vez que eu fosse observá-las. Depois de muito olhar eu me canso e tento dormir... Preciso descansar, pois amanha o dia será mais cansativo, pois a pior parte da viajem esta para acontecer.
Ao fechar os olhos eu fui transportado para um sonho que estava tendo há dias.....
“Caminhando pela estrada, sem caminho ou destino... Todas as cidades estavam aos meus pés, todos os soldados ajoelhados em forma de homenagem e humilhação. Em minha cabeça uma coroa de cravos e ouro. Começaram a cantar em minha homenagem, um Rei sempre é cultuado por seus súditos.”

Acordo com um barulho estranho ao meu lado e vejo um vulto sentado perto da fogueira, olhos vermelhos, roupa preta e uma longa espada no colo. Eu deveria me assustar, mas se fosse para morrer já estaria morto.
Ele percebendo que acordei se põem a dizer:
-Forasteiro, sabia que é perigoso dormir e deixar uma fogueira acesa na trilha?
Percebo pela voz que ele me é familiar, algo no tom de sua voz me irrita e assusta, como se cada palavra dita soasse como uma bronca e só uma pessoa no mundo era capaz de fazer isso.
Continuo a observar o estranho e a cada momento o medo se apodera de mim. Minha mente começa a divagar:
“Você não deveria estar aqui, você deveria estar enterrado eu mesmo te matei, o que você faz aqui?”
Ele percebendo minha confusão se explica:
- Forasteiro, não é sou quem você pensa seu conhecido ainda dorme o sono dos assassinados e justos.
Ao terminar de falar minha mente desperta e tento correr em direção a minha espada, minha vida depende disso.
O estranho começa a rir e falar:
- Nunca te disseram para não andar sozinho à noite no Vale das Sombras? Achou que as lendas eram mentiras, esta enganado e agora ira pagar com sua vida por esse pequeno deslize, essa sua falta de fé garoto. Sonha em ser Rei, mas possui a coragem de um burro, pensas que é lutador, mas todos sabem que sobreviveu graças a seus irmãos e a esse corpo que estou agora!
Não tente me desafiar garoto, seja uma boa ovelha e te prometo que o abate era rápido e sem dor, mas tente resistir que cortarei cada membro de seu corpo e os espalharei a beira da estrada e sua cabeça irei cravar na entrada do meu Vale.
 A cada palavra dita meu corpo se retesa de ansiedade, meu medo desaparece e apenas minha vontade de viver continua, com um sorriso no rosto me lanço ao ataque. Antes de desmaiar percebo que com golpes rápidos ele desmembra todas as partes do meu corpo sem me matar, realmente ele não estava brincando.

O estranho volta sorridente para o Vale, estava protegido e agora poderia usar mais um novo corpo, alem dos mais dois novos aventureiros estavam se aproximando e ele precisava se preparar!






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

E ai...

E ai meus caros..... E as amizades, como estão?
Todos estão sendo amigos valorosos e fieis?
Esqueceram de alguém nesses últimos meses?
O que acontece para esquecermos daquelas pessoas que agora deixamos de lado, o que nos fez esquecer os momentos mágicos que já passamos com ela?
Lembra que prometemos jamais esquecer dos amigos, dos verdadeiros amigos..... Mas parece que não passava de uma mentira, na primeira oportunidade deixamos as pessoas de lado e vamos caminhar ao lado de pessoas mais “interessantes”.
È realmente, nossa palavra não possui mais peso, nossos atos são falhos e nossas atitudes falsas!
Não temos meios de voltar atrás, apenas de prosseguir..... Mas continuar insistindo no mesmo erro, por quê?
Aquelas amizades já estão manchadas, agora não passaram de conhecidos.....

Mas é por ai que vai, até o dia em que precisarmos de nossos reais amigos, ai sim teremos uma surpresa!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um mui nobre guerreiro "Em batalha pela vida"

Correndo pelas colinas da morte, com a espada banhada de sangue inimigo. Procurado pelos cavaleiros, odiado pelos arqueiros e temido pela infantaria inimiga!
Todos me odeiam, todos me glorificam. Sou aquele que sobreviveu a um ataque de centenas de homens. Contam lendas em que minha espada espalha a morte a destruição pelos campos de batalha, dizem que sou gigante com aspecto demoniaco, outros sussuram que sou um demonio.
Contam tantas mentiras ao meu respeito que elas acabam se transformando em verdades. Mães assustam seus filhos com minhas vitorias sangrentas. Crianças as reproduzem nas ruas fetidas das cidades e os anciões rezam para que eu não me aproxime de seus vilarejos.
Essa é apenas mais um guerra sem sentido, mais um luta inutil. Mas não devo esmorecer nem fraquejr, meu objetivo é claro e cristalino, derrotar a todos e salvar meu Rei e Rainha da destruição.
Ja fui o mais humilde todos os vassalos do Reino, agora sou temido por todos!
Ainda falta derrotar um homem, um bruxo. Mas sinto que esse dia esta para chegar!
Até lá.......cidades cairam, exercitos sucumbiram e eu continuarei a viver!

Cuidem de suas casas, alimentem seus animais, plantem sua comida, pois estou para chegar!

Um mui nobre guerreiro "O começo"

Estava perante um altar e vi o meu rei e rainha...

Ambos petrificados de medo e terror, a maldição começou a agir.

Seus filhos morreram e só sobrou eu, Minnimus, o menor e mais fraco de todos os seus vassalos.

Minha vontade era de correr pelo reino sem destino, me esconder de tudo e todos, o medo me corroia por dentro, minhas pernas estavam tremulas, meu coração acelerado e aquela visão maldita não saia da minha cabeça!

Maldito o homem que cruzou o caminho dos meus senhores, não bastasse destrui-los agora ele tenta tomar todo o reino para ele e o unico que pode impedir isso sou eu, o mais fraco e simples de todos os vassalos.

Minha cabeça começa a doer e uma voz começa a sussurrar na minha mente:

-Você é fraco, simplorio e inutil, deixe eu te capturar que o seu sofrimento acabará, isso te prometo. Farei mais ainda, irei te mandar para junto de seus amados senhores, o que me diz? fique aonde você está que logo chegarei ai e porei um fim ao seu sofrimento......

Começei a por em duvida a minhas capacidade e força, não sabia o que fazer, estava perdido e sem saber como escapar dele!!

Antes de fugir do Castelo fui olhar pela ultima vez os meus senhores e as lagrimas lutavam escapar, sai do Castelo pensativo e pesaroso, pois estava fugindo do meu dever. Mas ainda havia algumas perguntas que me atormenavam:

"Como olhar para os seus rostos e dizer que eles perderam, derrotados pela idade e orgulho? como pensar que somente eu poderia salva-los desse destino? e como eu poderia me encorajar para seguir adiante?"

Essas eram perguntas que permeavam a minha cabeça, duvidas crueis e dificeis de dissipar....

Somente depois de alguns anos que fui entender que eu era melhor que todos, sempre ganhava de todos os outros vassalos, mas nunca admitia para mim mesmo......

Visitei paises e lugares onde pessoas de bem nunca tiveram coragem de chegar, lutei contra Barbaros e monstros desconhecidos, desafiei a minha fé e coragem contra zumbis e vampiros, mas derrotei a todos com um pouco de habilidade e muita sorte.
Uma aventura ainda me assusta e me deixa feliz e vou lhes dizer qual foi:
Estava passeando por uma cidade ao norte da Italia quando....

.....Um desconhecido gladiador, marcado pela vida e por suas muitas batalhas, enviou-me uma pequena mensagem dizendo: "Meu amigo, você tem sofrido bastante para ficar mais forte. Agora, então já não vou recusar-lhe a entrada nas masmorras. Uma pequena dica que ainda tenho para você: se você estiver na cidade, dê uma olhada nos guardas na taberna. Pela fama e glória!

Depois de muitos sofrer e perder finalmente terminei o meu treinamento na cidade e pude partir em busca de novos desafios"
Ahh..mas o mundo da voltas e anos de esquecimento fizeram com que eu me tornasse mais forte e frio, ainda estou em crescimento, mas quando encontrar o causador de todo o mal que esta sobre os meus senhores, ele ira pagar com sua vida!

Mas até o dia de minha vingança, estou procurando mais.....mais poder, mais conhecimento e mais motivos para continuar a minha jornada!

A marca de Deus....

A marca divina eles gritavam e aquilo me assustava, eu não era especial. Gostaria de gritar e explicar:
- Não sou melhor que ninguem, sou apenas igual a vocês.
Mas eles tornavam a repetir: "Você é o escolhido, você é especial, você tem o dever de nos salvar". E aquilo me atormentava, não aguentei a pressão e fugi.
Sim, eu fugi para onde ninguem me conhecia, para onde eu seria tratado como igual e não alguem especial. Mas aquela marca teimava em queimar todas as noites, meu sono era pertubado por visões e previsões, aquilo me agoniava e atormentava pois eu os abandonei, deixei a todos entregues ao destino. Minha familia, meus amigos e colegas.
Depois de muito vagar pelos diversos lugares do mundo, minha caminhada me carrega para o unico lugar onde fui feliz e triste, para o unico lugar onde pude rir e chorar. Sabendo que estava chegando meu coração se enche de pesar e tristeza mesclada com alegria de poder retornar a minha casa de verdade. Ainda não consegui superar as visões e suas marcas em meu espirito, mas agora compreendo que não posso mais fugir!
Posso afirmar que depois de 5 anos de fuga, finalmente estou preparado para lutar.
Que venham meus demonios interiores, que apareçam meus fantasmas de infancia, irei enfrenta-los e derrota-los!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lutando sempre..

Minha espada estava quebrada, meu escudo partido e meu elmo destruído. Meus senhores tinham caído, meus companheiros assassinados e somente eu consegui sobreviver daquela batalha!
Os corpos dos derrotados eram empilhados e queimados, para todos os lados eu reconhecia algum irmão de arma, sempre que isso acontecia uma dor dilacerante me atacava, uma pressão no peito e as lagrimas querendo sair. As recordações eram dolorosas demais, as historias contadas, as vidas destruídas.
Ainda me recordo das noites de bebedeiras em frente às fogueiras, as canções, as brigas..... Éramos uma família feliz. E como não recordar dos meus senhores dançando embriagados. Das lutas por diversão, das apostas!

Tudo isso tinha acabado naquela batalha, foi uma luta estranha e desigual. Éramos inferiores em numero, mas superiores em honra e fé. Nosso Deus nos dava a força necessária, mas dessa vez ele falhou. Fomos para o campo de batalha sabendo das dificuldades, mas como adivinhar que seriamos traídos?
Depois dessa traição a batalha virou contra nós, já não tínhamos mais a mesma fé, a honra se perdeu no meio da batalha, agora lutávamos para sobreviver e não mais para vencer.

Nesse exato momento sinto meu corpo todo dolorido, os golpes de machado que recebi não foram o suficiente para me derrubar, mas deixou marcas para toda a eternidade. Meu único consolo é saber que consegui destruir o traidor. Já posso morrer sabendo que fiz o que pude!
Vejo uma arvore tombada logo à frente, irei descansar um pouco. Quem sabe eles me descobrem aqui e tratem de acabar de uma vez com o meu tormento. Caso contrario terei que continuar a caminhada até a próxima cidade, depois disso deixo meu destino e futuro em aberto

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aquela menina, pobre lobo e o caçador

Existia uma casinha bem bonitinha
Naquela casinha morava uma menininha
Aquela menininha morava sozinha
Aquela casinha era cercada por um bosquinho
Naquele bosquinho morava um lobinho
Mas aquele lobinho era bonzinho
De tão bonzinho ele era que a menina ainda vivia
Mas existia um caçador que era mal
Mas era tão mal que matou todos os outros lobos e a família da menininha.
Aquela menina vivia com medo, o pequeno lobo era covarde e o caçador apenas cruel!
Durante anos o lobo correu, a menina se escondeu e o caçador esperou.

Esperou até que seus olhinhos começaram a cansaram de ver  o mesmo circulo, o mesmo breu.
O lobo decidiu que nada mais valeria a pena, tinha que  tomar uma decisão: ser o mal que o persuadia ou  ao menos enfrentar seu medo daquele que o caçava.
O caçador decidiu que jamais alcançaria o maldito lobo. Alguém já o deveria ter pego. Ele estava de olho na garotinha de olhos vibrantes e capa vermelha que roubava seus morangos na luz furtiva da manha.
Já a garotinha tinha sempre morangos aos lábios. Afinal, algo naquele corpo mínimo deveria ser convidativo o bastante para que alguém, seja lá quão desvairado fosse, a desejasse em seu ninho.

E assim o dia-a-dia continuo até aquela fatídica noite de lua vermelha.
O Bosque foi invadido pela cidade, os animais caçados silvestres foram caçados, o lobo buscava escapar.
O caçador era agora apenas mais um. Mais um entre dezenas de caçadores, na sua grande maioria igual, mas alguns com destaque. O caçador desolado decide se isolar e abandonar as armas. Começa a viajar pelas florestas e bosques buscando o perdão dos espíritos por ele acordados.

Bom.... E a garotinha?
Ela cresceu e se desenvolveu, sua solidão só aumentava, mas sua cama agora era visitada com mais freqüência. Aquele aperto no peito só aumentava aquela solidão a assolava em todos os momentos do dia. Desesperada ela decide fugir usado sua capa vermelha e sua cesta de colher morangos e maças!
E ela seguiu para o Sul, levando apenas uma capa e uma cesta. Seus desejos ardiam em seu inconsciente. Ela queria uma família, queria pertencer a algum lugar, mas lá no fundo ela sempre soube que nem sua cama a ela pertencia.
Adentrou a uma casa abandonada certa vez, vazia e sóbria havia meses. Pertencera a uma velha louca e muitos diziam que o problema era a casa. A casa enlouquecia a qualquer um.
Seu estomago deu um salto assim que tocou no assoalho. Havia mais alguém no quarto...... Seria bom ir lá averiguar?
Enquanto subia as escadas o vermelho intenso daquela capa a deixava tonta, então quando bateu os olhos na cama e viu um lobo ali aninhado, ela perdeu o equilíbrio e caiu próxima a escada.
Um lobo adulto com a boca manchada de sangue alem de exibir uma espécie de sorriso na cara. Uma cena tenebrosa!
Ela tenta gritar, mas sua voz é abafada pelos ruídos de sua queda perto da escada. O lobo apenas a observa, esperando o momento certo para atacar.

Caminhando por um bosque distante o caçador escuta um grito forte e estridente. Acordado de seu transe ele começa a correr em direção a esse grito.

A garota começa a correr em direção a porta da sala da casa, mas percebe que o lobo ainda esta aninhado na cama, que ele ainda não se mexeu. Algo de estranho acontece naquele casebre.
O lobo apenas observa e espera, em mais alguns instantes ele podera se mover.
Depois de correr um pouco o caçador já começa a enxergar um casebre ao lado da antiga estrada, depois de dar alguns passos ele nota que algo de ruim já aconteceu. Olhando em volta da estrada ele encontra uma capa vermelha e uma cesta jogadas ao lado de uma trilha antiga. Ambas estavam manchadas de sangue fresco!
A garota continuava a correr olhando para a porta entreaberta, ao chegar perto ela observa que um homem perto da estrada esta segurando uma pele de lobo em uma das mãos. Ela começa a gritar, mas percebe que ele não pode ouvir.
Depois de alguns instantes o lobo percebe que finalmente pode se mexer, agora estava liberado de seu estado de torpor, com um pulo ele sai da cama e muito devagar começa a se aproximar da garota.
O caçador começa a olhar para o casebre e nota que duas sombras estão lutando dentro dele. Uma em forma de lobo e a outra em forma de garota. Desesperado ele tenta se aproximar, mas não consegue. As sombras dançam um ritual macabro.
A garota percebe o ultimo instante que o lobo estava em sua costa e não consegue se desviar de seu ataque sendo derrubada pela força do lobo.
O lobo esta satisfeito, em breve ira se alimentar, já fazia dias desde que apanhara aquelas duas crianças perdidas no bosque, antes da menina chegar ele estava roendo os ossos de ambos. Mesmo tendo dado trabalho, os dois provaram ser apetitosos!
A luta estava para acabar, a garota não agüentava mais se esquivar dos sucessivos ataques do lobo, seu corpo estava todo cortado!
O lobo estava sorridente, apenas mais um golpe e tudo terminaria. Quando finalmente a garota desabou e ele se preparava para morder sua garganta, ele sentiu algo quente pingando em sua costa, era seu próprio sangue. O caçador havia conseguido entrar na casa e com um machado golpeara o lobo.

O caçador quando conseguiu se libertar daquele estado de medo e terror, saiu correndo feito um louco em direção a casa, depois de procurar ele achou um machado enferrujado ao lado da porta dos fundos. Portando o machado e andando bem devagar ele chega até onde às duas criaturas estão lutando, com um golpe certeiro ele acerta o lobo que não percebe o que aconteceu. Depois de perceber, o lobo tenta sair correndo mas é abatido com mais um golpe de machado

Ao olhar bem para a parte de dentro do casebre, o caçador percebe que a outra criatura nada mais era que aquela garotinha de anos atrás. Compadecido com sua situação, ele decide salva-la e cuidar de seus ferimentos.

Dias depois....

Depois de alguns dias, a garota acorda.