sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Braços abertos

A música faz balançar o salão
Os anjos cantando que aquele sim era o local sagrado!
De braços abertos esperando o proximo passo, a proxima nota. Extasiada pela musica, tocada pela dor transmitida, emocionada pelo amor passado.
Não basta dançar, tem que sentir que tudo a sua volta conspira a seu favor, ela se sente finalmente viva. Sua vida anterior ja não importa mais, o proximo passo a leva cada vez mais perto dele.
A distancia ja não importa mais, basta sentir, basta querer...... Basta viver
Ela esta aprendendo a cada dia essa lição dolorosa, mas importante!
Ele?
Ele esta esperando pacientemente, seu amor e paciencia é imensuravel.....
Ele pode esperar, ela esta tão perto....
Basta esticar os braços e tocar, sentir o contato de seus dedos, sua pele...
Tocar, puxar para dançar e completar aquela valsa.
Ao terminar, agradecer aos ceus pela oportunidade unica.

Ele vive, ela morre.....
Ela vive, ele morre.....
Mas ambos vive juntos no coração!

Terminada a canção, os proprios anjos se põem a chorar....
Chorar de compaixão e felicidade....
Mais um casal que descobre o verdadeiro amor!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sol e fim de semana!

Sentada emcima daquela pedra, sentindo o sol bater em seu rosto, orando a Deus para que aquele momento não acabasse tudo o que ela mais desejava aconteceu. O fim de semana chegou.
Cada dia da semana era um suplicio, as pressões desnecessárias, prazos, limites e problemas. Sua cabeça estava fervendo.
Uns dias de férias e nada mais, apenas sentir a brisa batendo em seu rosto, aquele sentimento de liberdade, impagável. Matar a saudade do lugar onde fora mais feliz!

Sentada naquele Cume, olhando as pessoas no vilarejo, o sol queimando sua nuca, mas feliz. Sua família morava ali, sua felicidade estava ali e sua tristeza também.
No pé da planície, umas estacas no chão com os dizeres:
-Vá em paz querido!
Sempre que olhava aquelas estacas, ela se recordava dele, seu coração se enchia de saudades e tristeza, foi uma pena o que aconteceu!

No seu olho esquerdo uma herança dele, no direito um pouco de desespero!
O sol começa a se por, esta na hora de fazer suas ultimas orações e descer, sua filha a aguarda sentada no portão!

Café...... (sem sentido demais!)

Café, quem foi que sumiu com a droga do meu café –Ela esbraveja no  escritório.
Ela precisava escrever, e estava com vonatde de fumar e sejamos sinceros, fumar sem ter um cafezinho ao lado, não rola.
Já fazia dias que estava querendo terminar aquela resenha, mas sempre alguma coisa a atrapalhava. Primeiro foram os filhos, importunando sua cabeça, querendo sempre algo que o inútil do pai poderia pegar, mas estava com preguiça demais para se levantar.
Depois, sua empregada que cismara de arrumar seu armário e fê-la perder meio dia de trabalho procurando seus rascunhos.
Agora não conseguia uma misera xícara de café, como terminar de escreve sem poder tomar um café?
Seu prazo já estava no limite, o chefe quase todos os dias ligando e suas desculpas cada vez mais acabando.
Faltavam apenas algumas linhas, pouca coisa. Mas era necessário silencio absoluto!

Ela se estressa, pega o carro e sai por ai, dirigindo sem destino!
Ao passar pela ponte, ela vê um rapaz sentado, cabisbaixo, triste. Sem olha para trás, ela acelera e chega onde mais queria.
Um Quiosque no meio da praça, crianças jogando bola, velhos discutindo sobre sua velhice, famílias passeando e ali ela poderia fumar tranquilamente!
Uma idéia surge em sua cabeça, ela abre o laptop, olha as informações e apaga todo o seu trabalho, levanta-se e vai para casa pegar seus filhos e marido para poder passear.
A vida era boa demais para se desgastar com apenas trabalho.

Amanha resolvo isso! – ela se decide.

"Chupeta e guardanapo" (chulas e comuns)

Chupeta e guardanapo foram as ultimas coisas que ele ouviu antes de entrar naquela escuridão.
Mas que chupeta? Afinal no mundo de hoje a palavra é usada para tantos sentidos. Ele deveria comprar uma chupeta para o seu filho? Ou obrigar a sua esposa a fazer um oral nele logo pela manhã? Ou fazer uma chupeta no carro do vizinho? Essas duvidas não deixaram ele dormir na madrugada.
Seu filho chora de fome, sua esposa dorme e seu vizinho já arrumou seu carro.
Outra coisa que o deixava em duvida era o porquê de terem falado do guardanapo, o que ele iria fazer com aquilo? Limpar o filho? Limpar a boca da esposa ou limpar as mãos?
Ele começa a rir e se lembra de um pequeno detalhe:
Não tinha filho, sua esposa estava viajando e seu vizinho era um porco.
Mas as palavras ainda estavam em sua cabeça, martelando.....

No dia seguinte:
“Jovem é encontrado morto dentro de um carro. Causa? Um guardanapo.”

Vamos jogar....

Vamos joga, adiante e sempre!
Jamais olhar para trás e suspirar, o que ficou ficou, nos resta erguer a cabeça e caminhar!!

Vou começar a postar textos curtos....

É o jogo das palavras:
funciona assim:
Sempre peço duas palavras e com elas escrevo algum texto, alguns ficam bons, muitos razoaves e poucos eu chego a gostar!!

Vamos a brincadeira ^^

domingo, 18 de setembro de 2011

Ahh o amor, o bom e velho amor!

Eu já disse que te amo te respeito. Então porque não confia em mim? – Ele pergunta pela milésima vez para ela.
A sua vontade era de falar toda a verdade, revelar toda a frustração, mas ela ainda o amava, aquele sorriso ainda a cativava, não como antigamente, mas ela ainda era convencida por ele.
Ele sabia que ela estava no papo, mas que dessa vez foi por pouco. Não sabia que na próxima ele teria chance de se desculpar. Ele ainda a amava, mas não era como antigamente e as outras garotas também estavam mais interessantes, bem mais que ela!

Ela estava deprimida demais, desde que descobrira que ele andava saindo com outras garotas. Seu sonho era poder dizer um grande BASTA, mas ela ainda não conseguia fazer isso. Apenas podia chorar e esperar que algum dia ele se arrependesse do que estava fazendo.

Os dias se passam e eles cada vez mais ficam distantes. Um dia ao passar ao lado dele, ela nota que não mais suspira por vê-lo, por ouvi-lo falar ou rir, finalmente ela estava livre!

Agora podia rir, conversar sem se sentir culpada!

Voltaria a amar? Sim, algum dia, mas por enquanto ela quer ser livre!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lutem na Arena

Escuto barulho de espadas se chocando, a multidão aplaude e uiva de felicidade.
Sangue escorrendo pelas mãos, roupas rasgadas, escudos trincados e espadas cegas, essa é a nossa vida. Vivemos para divertir essa população fétida, doente e insana. Um golpe errado, a guarda baixa e a luta acaba, um de nós sempre tem que morrer.
Daqui a pouco será a minha vez de fazer a minha parte, morrer ou sobreviver é apenas conseqüência desse jogo. Não temos opção de escolha ou vida, nascemos para isso, morremos nisso!
Já vi irmãos se matando, uma luta incomum e imortal. Essa multidão merece que os governa!
Ouço grunidos na cela ao lado, deve ser o pobre escravo que ganhou a ultima luta, esta chorando de ódio e frustração. Já faz anos que não me iludo mais, se querem sangue, terão sangue. Se quiserem mortes, elas aconteceram.

Arauto de Hades, portador do escudo e espada de Hefesto. Nada pode me deter ou derrotar. Sim, sou indestrutível.

Escuto meu nome sendo clamado pela multidão, minha hora esta chegando e tenho pena de quem ira me enfrentar.
Ao entrar na arena devo me curvar ao meu rei e senhor, pois ele me alimenta e treina.
A multidão esta delirante, insana e macabra, a cada passo dado os gritos aumentam mais e mais. Os presentes clamam por sangue, ele logo ira escorrer!

Faço minha ultima oração aos deuses

Eles apresentam meu adversário e sinto um aperto no peito, é meu irmão de treino, uma pena, pois um de nós deve morrer.
Meu melhor amigo e pior adversário. Devo ser serio e lutar com gosto, pois não posso perder, ainda não!
A luta começa e já sinto que esta ganha, as espadas brilham a luz do sol, um corte e um brilho nos olhos, tenho que ganhar. Alguns golpes fortes e firmes, um corpo no chão.
Levanto-me e saúdo o meu senhor!
Ofereço como presente a cabeça de meu nobre irmão!
Um presente de um servo para seu senhor!

Ao fundo a multidão se regozija feliz e saciada, agora já podem voltar para a podridão de suas casas e vida.  Enquanto isso vou me limpar, pois amanha tenho outra luta para vencer até o dia da minha liberdade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Era o fim.....

Era o fim e não estava aceitando. Aquelas ultimas palavras pegaram fundo no coração, aquele adeus não aceito, aquele beijo sem sentimento.
Não era possível aceitar a separação, depois de anos de devotamento e carinho, amor e solidariedade, como ousava romper dessa forma a união. Era incabível a idéia de viver distante, simplesmente impossível.
A cabeça estava doendo demais, olhos vermelhos de tanto chorar, boca seca, garganta dolorida. Não sabia o que fazer para recomeçar de novo, durante toda a vida se dedicou a aquele sentimento e afeto, agora não sabia como viver!
Eu estava deprimido demais, aquela ultima visita ao hospital me fez muito mal, as palavras dela ainda estavam martelando em minha cabeça....
-Por favor, Derek, faça isso por mim, eu te peço – ela dizia incessantemente.
Eu estava triste demais, o seu pedido era algo incomum e eu não conseguia aceitar o fato de perdê-la!
Eu queria e estava sendo egoísta, não podia perdê-la em hipótese alguma, não me enxergava sem ela, nossa foto encima do armário, cabeceira e criado mudo. Éramos um casal feliz até aquele dia.
Era tarde e estávamos sentados na frente de nossa casa, vendo as crianças brincar na rua. Ela desmaiou e eu fiquei sem rumo, sem chão. Não sabia o que fazer. Liguei para a ambulância e fomos ao hospital.
Depois de vários exames, identificaram uma doença em fase terminal. Ela teria meses de vida. Como dizer que meu mundo acabou depois daquela noticia, que perdi o sentido e noção. Afinal estávamos casados a mais de vinte anos e minha vida tinha sido cuidar dela.
As lembranças agora mesmo me corroem, tenho que suportar e ser forte. Mas o seu pedido é algo alem das minhas forças. Já se passaram meses e sua saúde tem definhado cada vez mais, e não suporto olhar para aquele rosto querido e ver como a doença tem maltratado algo tão belo.
Os médicos não acreditavam na cura, nos também não, era algo que não ousávamos pensar.
Alguns dias atrás ela me chamou para conversar e foi ali que ela me pediu....
Mas hesito em realizar o que ela me pediu. È algo contrario ao que desejo!
Enquanto escrevo isso, o telefone toca e me dizem aquilo que mais temia, ela havia morrido.

Queridos amigos, vou me aprontar e ir para o Hospital.
Tenho uma esposa para enterrar e filhos para criar...... Me desejem sorte!



domingo, 11 de setembro de 2011

Palavras, apenas palavras (jogadas no ar, pegadas na terra e uma luz no ceu)

Nesse exato momento estou ouvindo Creed - Away In Silence
E pensando em algo para escrever!!

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Palavras sem um minimo de sentido, assim como a pessoa que escreve agora. No começo pensei que estava ficando louco ou perdido o pouco controle que tenho sobre mim. Mas me enganei mais uma vez.
Fui no EME (Encontro de Mocidades Espiritas) e como descrever algo tão bom e maravilhoso?
Apenas posso afirmar que foi demais. Ficou curioso? levantesse e participe da proxima vez.

Vamos ao meu caso.....
As vezes penso que escrevo bem, que tenho o dom....e sempre utilizo as pessoas como cobaias nos meus textos (não se ofendam). No EME não resisti, pedi para cada pessoa da minha sala escrevesse um sentimento, apenas escrever.......vou passar a lista dos que foram escritos =D
Amor, Paz, Felicidade, Alegria, Empatia, Saudade, Humildade, Esperança, Sabedoria, Calma, Realização, Amor(denovo), Alegria(denovo), Compaixão.....
Mas ai vocês devem estar pensando:
Só pensamentos legais? cade os ruins, impactantes?
Deixei esses logo abaixo =D
Angustia, Egoismo e Ansiedade

Eu pensei em escrever um texto com cada palavra, mas depois refleti e cheguei a seguinte conclusão:
Quando estava indo para o EME, não sabia se ficava feliz, ansioso, alegre, calmo. Não sabia como estava intimamente..... O fato é que estava com saudades de todas as pessoas que vi.
Conheci pessoas interessante e legais tambem, pessoas que marcam a nossa vida!
Não vou dizer nomes e apelidos, mas gosto de todos que revi, adoro ainda mais aqueles que conheci.... e espero amar aqueles que ainda irei conhecer!

Não sei como terminar esse post....se termino com uma frase peculiar e simples, com um texto bonitinho ou se devo simplesmente terminar com um até logo!

Não importa...... Não mais...


Palavras jogadas, palavras aceitas, palavras faladas....
Cada ação uma reação....
Cada pergunta uma resposta.....
Somos diferentes mas iguais em nossas diferenças...

................................................................................................................Luis (apenas)

Chuva

Estava chovendo demais e mesmo protegida pelo guarda-chuva gotas ainda batiam em seu rosto. Gotas que se misturavam com suas lagrimas. Ela estava em conflito.

Ela estava confusa, não sabia o que pensar; felicidade, amor, humildade e saudade, seu coração estava a ponto de explodir.

Quanto mais ela caminhava, mais seu corpo tremia e as lagrimas saiam, cada passo que ela dava a ansiedade dominava, a angustia alfinetava e o egoismo desaparecia.

A chuva começa a diminuir e ela ja consegue enxergar um ponto final. Uma sombra a aguarda no ponto.

Um passo apos o outro e seu rosto começa a secar, sua cabeça a ficar mais leve e um novo sentimento começa invadir seu coração, suas duvidas se dissipam, a angustia é tocada pela alegria e uma calma começa a envolver.

Mais alguns metros e aquela sombra desaparece e uma luz aparece. Um predio surge. Um fio de esperança invade seu coração. Nem tudo esta perdido.

Apenas um portão a separa daquela luz. Ao passar pelo portão ela é invadida pela Paz.



Ela chegou, venceu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sacrifícios em vão

Aquelas paredes limitavam a minha capacidade, sou um prisioneiro em minha própria casa, me sinto fraco e frágil.
Alguém quebre essas paredes e faça o sol raiar pela ultima vez!
Sinto como se todo o meu corpo estivesse em torpor. Olhando em volta percebo o quanto fui ingênuo e simples. Sacrifiquei coisas demais.
Ainda sinto um aperto no peito ao perceber que fiz tudo errado, que errei demais em pouco tempo.
O tempo não ira voltar meus erros não irão se apagar e nada que eu fizer ira resgatar minha dignidade.
Apenas me deixa a clara impressão, me sacrifiquei demais.
Aqueles ultimos atos e palavras. Eu não queria ter dito tudo mas precisava falar o que pensava!
Agora cercado por essas paredes, só consigo pensar em uma coisa:

-Idiota, idiota........ Fiz sacrificios em vão!

Fugir, mentir e se esconder...para que?

Sinto você se esvair em tristeza e dor. Cada parte do seu corpo se desintegrando. O que se sucede minha querida?
Não consegue mais olhar nos olhos das pessoas, a vergonha toma conta de seu corpo. O que te aflige meu bem?
As mentiras já não saem com a mesma facilidade, seu corpo treme sua boca seca. O que te desampara meu anjo?
Não adianta tentar correr, onde quer que você vá, sempre a verdade estará lá para te encontrar e fazer você se sentir culpada. O que te desanima amor?

Não adianta mentir, correr ou se esconder.
Não mais, nunca mais. Retire essa mascara e vamos comemorar, nasceu uma nova pessoa. Continue a usá-la e irei ao seu velório!
Para que correr se o que te aflige esta junto de você, pulsando em seu peito.
Para que mentir, se o seu juiz esta em sua cabeça, martelando a verdade, esmurrando a sua falsidade.
Não se esconda, logo irão encontrá-la!

Torno a fazer o pedido.....
Retire essa mascara e vamos beber e festejar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Apenas uma historia

Já fazia anos que os heróis tinham desaparecidos do reino, mas a população ainda tinha em sua memória os atos bravos e destemidos daqueles cinco jovens que desafiaram o maligno rei e seus súditos.
Mas de todos que viveram aquela época de dor e tristeza, lutas e fugas, derrotas e vitórias, apenas um sobrevive.
Ele vive cercado de pessoas, tem a benção/maldição de nunca envelhecer, benção que ele diz ter ganhado do antigo rei, um castigo pelos seus atos da juventude.
Ele já viu muitas gerações chegarem e passarem, viu seu amor morrendo, seus filhos nascendo, seus netos nascerem, e depois todos morrerem.
A alguns anos atrás ele vivia isolado do restante da cidade.....mas estranhamente agora ele começa a se abrir um pouco para os curiosos e sempre que pode conta-lhes a maior aventura que o reino já viu.

.....É de tardezinha quando quatro jovens chegam perto dele e pedem:
-Velho, conte-nos sua historia, pois estamos curiosos!
Ele ri alto e feliz, porque são poucos os que se aproximam dele e ainda dão ordens para ele, antes de responder ele olha nos olhos de um por um e diz:
-Posso contar, mas quero que vocês façam algo para mim depois.
Ao ver que todos concordam ele começa a contar pela centésima vez aquela historia!

                                                                                         
                                                                                             (cont)

Aquele Verão

Naquele verão muitos diziam que eu estava impossivel, indomavel.
Minha famila balançava a cabeça e se resignava infeliz, eu era um cão em forma de moleque. Sempre disse que foram as melhores ferias que eu tive, tirando aquele incidente, eu lembraria sempre daquele verão com muito carinho.
Acho que posso contar o que era esse incidente, afinal, ja se passaram alguns anos e aqueles fantasmas não me perseguem mais. Foi assim...

Estava com quinze anos, era atrevido e muito, mas muito bocudo e curioso. Minha familia tinha alugado um rancho perto de um rio, o lugar era lindo demais, arvores grandes, um rio maravilhoso. Eu e meu pai acordavamos cedo sempre para passear e pescar, ainda sinto falta daqueles momentos.
Era um fim de semana e eu estava muito irritado com meus pais, ele tinham me proibido de ir no rio sozinho, eu estava muito puto da vida com eles. Os filhos dos caseiros tinham ido e se esqueceram de me chamar, oque só aumentou a minha raiva.
Cretinos - Eu xingava a todos
Naquele dia eu estava muito ansioso, precisava sair e não podia. Depois de um tempo trancado em meu quarto tomei a por decisão possivel. Sai de casa escondido.
Como descrever  a sensação de liberdade, sentir o vento no rosto e aquele cheiro que o rio exalava!
Estava chegando perto do rio quando comecei a ouvir vozes, algumas eu conhecia, eram as vozes dos filhos do caseiro, mas as outras não.
Os garotos estavam assustados e choravam, eu estava preocupado, afinal, os dois era garotos acostumados com broncas e não iriam se assustar atoa.
Fui me aproximando cada vez mais e vi o que estava deixando eles com medo.
Um corpo boiava a beira do rio e alem dos dois tinham mais dois adultos. Barba para fazer, cabelos longos e só de calças.
-Vocês não viram nada aqui, se falarem algo, juro que pegaremos vocês e sua familia - Foi o que disse o primeiro,
Os garotos estavam tremendo e só concordaram com um balançar de cabeça.
Posso afirmar que quem errou naquela hora fui eu. Estava para sair de lá quando escorreguei e cai no chão fazendo muito barulho, ao ouvir o barulho os garotos correram. Os dois adultos vendo que tinha mais alguem junto deles decidiram fazer o mais facil no momento, matar todos que estavam ali.
Só me lembro de ter ouvido dois disparos e mais nada, cai inconciente.

Ao acordar estava numa ambulancia sendo levado para o Hospital mais proximo. Meus pais ao verem que eu tinha acordado me deram aquele sermão e perguntaram se eu sabia onde estava os dois garotos.
Ao ouvir aquilo fiquei com medo e revelei toda a conversa que tinha ouvido. MInha mãe começou a chorar, meu pai só ficou me olhando.
Luck, ao chegar em casa eu te conto toda a verdade - Ele me disse...

Depois disso, pude descansar!



                                                             (essa outra parte fica para depois)

sábado, 3 de setembro de 2011

Dream

John tinha cinco anos quando o viu pela primeira vez, estava escondido no sótão da casa dos seus avós, era velho e estava enferrujado, com trincados enormes na frente e teias de aranhas medonhas na parte de trás. Mas algo o impelia a olhar para aquele espelho!
Naquele tempo ele era curioso e atrevido...
Passado alguns dias, aquela imagem ainda ficava na sua cabeça, o instigando e deixando cada vez mais curioso, porque ele queria descobrir o que havia de especial naquele espelho velho e acabado. O que o tornava tão diferente dos outros, para deixar-lo tão curioso. Mas sabia que queria revê-lo.
Ele não resistiu, verdade, não  agüentou e na primeira oportunidade foi na casa da sua avó, correu para o sótão e retirou aquele pano velho que o cobria!!
Imaginem a sua decepção ao ver que apenas era um espelho velho e semi-destruido.Foi engraçado descobrir que o deixava curioso não era nada, que ele apenas estava imaginando coisas sem motivo algum, que ele buscava aventura, e nunca encontrava nenhuma.....
Depois dessa descoberta ele cobriu o espelho e começou a sair do sótão, quando ouviu um barulho estranho, começou a ficar mais forte e continuo seu coração disparou, sua respiração acelerou, seus braços congelaram, as pernas tremiam e o corpo começou a andar em direção ao espelho!!!
Começou a imaginar milhares de coisas e não parava mais, cenas começavam a invadir sua mente, horríveis e monstruosas. Sua cabeça começou a rodar, não sabia onde estava mais e finalmente seus estavam se fechando quando ele viu...... Ele viu aqueles olhos vermelhos, aquele sorriso insano.
O vulto se encaminhava para a sua direção, a cada passo que dava, John se sentia mais fraco.
Uma voz suave começou a ecoar naquele sótão. John estava adormecendo.
Seus olhos estavam se fechando, sua garganta seca, sua boca aberta de medo!
Ele só se recordaria de apenas uma frase:

“Estou chegando”

  Anos depois!

Estava frio naquela escadaria, mas John não queria voltar para casa, seu desejo era de fugir.
Sua família não importava mais, sua mulher era um terror, ele estava com medo e indeciso!
John poderia correr, mas sentia que não poderia se esconder, sua vida estava por um fio!
Aquele vulto teimava em voltar, aquela voz que o remetia ao passado, aqueles olhos que desde quando era criança o assustava.
Ele sabia que era o medo em pessoa, jamais fora corajoso, mas o que estava ocorrendo com ele era impossível de se encarar de frente!
Todos os seus medos estavam voltando, pegando forma!
Primeiro foi à voz, uma voz profunda e baixa, somente ele percebia a ironia que ela continha, sempre foi assim.
Depois apareceram os olhos e ele já não se sentia mais capaz de andar sem pensar que estivesse sendo seguido, olhando para todos os lados, as pessoas agora o taxavam de louco.
John sentia que algo o perseguia, não importasse onde ele fosse algo sempre estava atrás dele!
A semana atrás, um vulto, uma sombra, um corredor.
Um vulto seguindo, uma sombra medonha e um corredor minúsculo, ele estava com muito medo!

Ele resolve ser drástico e covarde,decide se mudar, mudar de casa, cidade e amigos. Um casebre no campo, longe de tudo e todos, sem poluição ou barulho.

Era uma noite de chuva e ele estava sentado em frente à lareira. Barulhos de passos, ruídos estranho cercam a sua casa, seu coração dispara. O medo voltou. As portas e janelas estavam fechadas, mas o barulho continuava!
Ele se esconde embaixo da cama, os passos começam a diminuir. Uma batida forte na porta, as dobradiças suportam a força. Uma segunda pancada, as madeiras começam a rachar. Ele estava escondido, muito bem escondido, diga-se de passagem. Ele revê aquela capa arrastando no chão, cada vez mais seu coração acelera. Ele fecha os olhos e deseja que tudo não passe de um sonho, mas não funciona!
Uma voz cantando, os lobos uivam em retribuição. Outra pancada e mais uma lasca da porta cai. Ele consegue rever aquele olho assassino e tem mais medo. O olho começa a se mexer, esta em busca de seu alvo.Outra pancada e ele sabe que não estará mais seguro.
 -’”Logo essa porta caira” – John pensa
Sua única opção é correr como nunca correu na vida, mas ele sabe que os lobos estão lá fora a sua espera. Suas pernas estão tremendo, seu corpo gelado. Realmente, ele esta com muito medo.
A chuva começa a diminuir, o som desaparece. Ele sente que algo pinga em sua cabeça, ao olhar, ele revê aquela boca cheia de dentes afiados, sem tempo de reagir ele é mordido!
John grita muito, acorda assustado e com muito medo. Olha ao seu redor e não acredita no que vê. Era tudo um sonho, apenas um sonho!
 Ele começa a dar risada, foi real demais para ser um sonho. Ao rir ele sente uma pontada na cabeça, vai se olhar no espelho e nota que esta ficando careca. Rindo ele se dirige ao banheiro. A porta do armário esta entreaberta. Ele entra no chuveiro e ouve um barulho no lado de fora.

A porta do armário se fecha.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Imaginação fertil?


Monstros escondidos na escuridão, apenas esperando eu abrir a porta.
Eles sabiam que um dia eu teria que fazer aquilo, e estavam esperando.
Dentes afiados, olhos arregalados e amarelos, bocas enormes e línguas imundas.
Eu os vi apenas uma vez, eles estavam comendo algo, eu não quis ficar para saber só me lembro que corri como se não existisse o amanhã.
Depois desse dia sempre notei que eles estavam em seguindo, onde quer eu fosse eles estavam lá!
Becos, praças e esquinas escuras....
Sempre que passava por lugares assim algo me perseguia.
De uns tempos a para cá, começou a ser em casa, todos os lugares fechados me davam medo.
Um vizinho de cinco anos sumiu semana passada e não sei se foram eles que o pegaram. Só sei que encontrei um brinquedo dele perto de um armário no prédio e ainda ouvi barulhos de ossos quebrando.
Semana passada meu cachorro sumiu, não sei onde ele pode ter isso parar.
Minha mulher esta viajando, graças a Deus. Mas quando ela voltar vai querer saber onde esta nosso cão, como vou dizer que não sei, que o cachorro sumiu dentro de um prédio?

Há dois dias ouvi uns barulhos estranhos na porta do meu armário.
Ontem à tarde, ao chegar do serviço vi o texto do menininho na porta da minha casa, dentro do tênis tinha um dedinho do pé do garoto!
Devo admitir que fiquei horrorizado, entrei em casa e fiquei desde então sem sair.

Ainda estava na cozinha quando senti que uma janela se abriu.
Devo conferir ou fico aqui encolhido embaixo da pia?
Comecei a ouvir alguns passos e pingos no chão.... Não tenha coragem de ir ver o que é!

Algo bate na porta ao lado, não acreditei no que vi...
Meu cachorro, ou pelo menos metade dele e a pior parte é que os olhos dele estão abertos e olhando para mim. Os passos cessam, mas o medo continua.
Os pingos começam a me incomodar, senti que algo quente esta respingando em minha cabeça, coloco a mão e não acredito no que vejo, enxergava a água, sentia o cheiro de sangue
Uma mão deformada gruda em minha perna e começa a me puxar, eu tentei me soltar, mas não consegui, sinto meus ossos se quebrando, algo partindo e vi metade da minha perna se descolando do meu corpo, fácil e frágil assim!

Tentei gritar mas a dor me deixa mudo, só enxergava uma boca enorme devorando o que antes era a minha perna!

Aos poucos ia fechando meus olhos, pouco a pouco... Antes de fechar por completo vi que algo se debruçando sobre meu peito.

Josef, Josef, Josef....
Foram as primeiras palavras que ouvi naquele dia, ao acordar notei que estava segurando minha perna. E tinha dormido no chão da cozinha!
Alguém me chamava lá fora, mas eu estava com medo de atender...
Josef, Josef, Josef..... Essa voz é familiar, muito familiar!

Depois de respirar fundo, fui abrir a porta e vi que quem me chamava era minha vizinha, ela veio me dizer que acharam seu filhinho perdido no outro lado da cidade.
Ao ouvir isso, meu coração se alivia, afinal, eles não pegaram o garoto!
Apenas meu cachorro sumiu, mas isso pode ficar para depois...
Conversando com a vizinha, noto que uma das suas mãos esta enfaixada. Depois de prometer visita-los mais tarde, ela se despede e vai para a sua casa!
Ao observar ela indo embora percebo que ela esta mancando.
Deve ter se machucado trabalhando – Penso com os meus botões

Ao entrar em casa finalmente percebo a bagunça que fiz.
Resignado mas feliz, decido tomar um banho, afinal eu também sou filho de Deus!
Ao passar pelo quarto noto que todas as janelas estão fechadas, aquilo me incomoda, mas amanhã resolvo isso..... Mereço descansar depois daquela noite!
Entro no chuveiro e começo a cantarolar...
Termino de tomar meu banho e vejo que a porta do meu quarto esta aberta e alguém esta sentado sobre a minha cama!
Começo a caminhar em direção ao meu quarto, e minhas pernas começam a tremer de medo. Ao chegar à porta vejo quem esta sentada em minha cama.
Ufa..... È apenas a minha esposa.

Estou feliz, ela chegou de viajem.

Começo a beijá-la quando percebo que a porta do armário esta aberta. Tento me afastar de minha mulher, mas ela me prende, começo a escutar alguns ruídos vindo do armário.
Primeiro vejo uma mão, depois uma cabeça....
Consigo escapar da coisa, mas estou com muito medo. Só existe uma solução.
Correndo o Maximo que consigo, me jogo pela janela.

Escuto diversos gritos.
Ao abrir os olhos, vejo minha mulher vizinha e colegas estão me olhando.
Todos abrem um sorriso ao perceberem que estou bem.

Tudo não passou de um pesadelo, um maldito pesadelo - Penso comigo mesmo.
Alguns colegas me levantam e me colocam na minha cama. A porta do armário esta fechada.
Estou seguro, esses monstros não existem – penso outra vez!

Ao fechar os olhos, percebo que a porta do armário se abre e pequeninos olhos me observam. Estava me levantando da cama quando minha mulher chegou e fechou aquela porta. Agora posso dormir em paz!