Café, quem foi que sumiu com a droga do meu café –Ela esbraveja no escritório.
Ela precisava escrever, e estava com vonatde de fumar e sejamos sinceros, fumar sem ter um cafezinho ao lado, não rola.
Já fazia dias que estava querendo terminar aquela resenha, mas sempre alguma coisa a atrapalhava. Primeiro foram os filhos, importunando sua cabeça, querendo sempre algo que o inútil do pai poderia pegar, mas estava com preguiça demais para se levantar.
Depois, sua empregada que cismara de arrumar seu armário e fê-la perder meio dia de trabalho procurando seus rascunhos.
Agora não conseguia uma misera xícara de café, como terminar de escreve sem poder tomar um café?
Seu prazo já estava no limite, o chefe quase todos os dias ligando e suas desculpas cada vez mais acabando.
Faltavam apenas algumas linhas, pouca coisa. Mas era necessário silencio absoluto!
Ela se estressa, pega o carro e sai por ai, dirigindo sem destino!
Ao passar pela ponte, ela vê um rapaz sentado, cabisbaixo, triste. Sem olha para trás, ela acelera e chega onde mais queria.
Um Quiosque no meio da praça, crianças jogando bola, velhos discutindo sobre sua velhice, famílias passeando e ali ela poderia fumar tranquilamente!
Uma idéia surge em sua cabeça, ela abre o laptop, olha as informações e apaga todo o seu trabalho, levanta-se e vai para casa pegar seus filhos e marido para poder passear.
A vida era boa demais para se desgastar com apenas trabalho.
Amanha resolvo isso! – ela se decide.
Nenhum comentário:
Postar um comentário