quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Era o fim, mas bem pior!

Ele se arrepiou, mas não era o vento gelado era apenas a brisa do vento sul, uma brisa que o fez recordar daqueles momentos mágicos, daqueles dedos ágeis, daqueles olhos claros e boca perfeita.
Ela desapareceu de sua vida, mas deixara a porta aberta, ele se sentia incompleto, suas noites eram incompletas e vazias, não estava acostumado a viver sozinho, seus filhos estavam dormindo.
A cada manhã era uma luta, um sacrifício..... Passar ao lado do retrato de família e ver ela ali, feliz, confiante, viva.
Estava cada dia mais complicado ensinar aos filhos que sua mãe não iria voltar que onde ela estava ninguém poderia alcançar, mas que ela estaria olhando por todos seus parentes queridos!
Ele estava cabisbaixo e deprimido, sofreu um golpe forte demais, sua resistência estava sendo minada dia após dia. As crises de choro eram freqüentes..... Olhos vermelhos, rosto flácido, sorriso amarelo.
Seus amigos balançavam a cabeça a não sabiam como agir. Estavam de mãos atadas.
A cada por do sol, sua tristeza aumentava, chegava a picos de extrema depressão e somente seus filhos eram capazes de tirá-lo desse estado. Filhos lindos e maravilhosos, inteligentes como a mãe e geniosos como o pai. Ninguém era perfeito.
Mais uma noite que se aproxima e ele não sabe como lidar com a solidão, ainda se lembrava daquele dia, no quarto do hospital, daquelas palavras...
Ainda se lembrava e chorava sempre.
Ela estava partindo e levando consigo uma parte de seu coração. Mas sempre que ele olhava para seus filhos, via neles uma parte dela, ele ainda conseguia observar o sorriso dela nos rostos deles, era lindo.
Ela partira e deixara uma porta aberta... Seus filhos estavam ali para ajudar a fechá-la!

“Ventos do norte, carreguem minha solidão e tristeza. Ventos do sul tragam a minha felicidade!”



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