terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cronicas (sem começo meio ou fim) escritas por "Gabriel Barbosa e Luis Fernando"


Estava chovendo, minha armadura estava gelada, mas não tanto quanto o vento cortante daquele lugar... Eu levantei minha espada, e não conseguia pensar direito, o líder das nossas tropas disse algo mas o vento e a chuva gritavam mais alto em meio a tantos homens, apesar disso, quando todos gritaram para saudar e fechar o que ele tinha dito, gritei junto, pois sabia que de alguma forma eram palavras que nos davam força... Ainda olhava em volta, alguns beijavam cruzes e amuletos que carregavam como se fosse uma arma a mais em volta de seus pescoços, e via todos ali, amigos que nunca conheci tão a fundo mas que foram as pessoas que mais salvaram minha vida, que partilharam algumas refeições comigo, que lutaram ao meu lado... Naquela manhã chuvosa, fomos alertados as pressas e nem tínhamos acordado direito enquanto vestíamos as armaduras e nos preparávamos para a batalha, uma batalha desproporcional, onde éramos como um pequeno lago, contra o mar... logo após o grito, nós estávamos posicionados e corremos sem exitar, sem pensar, a única fé era no fim, quando corri, sabia que iria correr para a morte... Mas corri, corri para nunca mais parar.
 
No alto daquela colina ele estava parado, observando as tropas inimigas. Como um mar negro, aquilo era uma afronta a nosso Deus!
Ele começa a descer e percebo que meus companheiros estão ansiosos, alguns tremem de frio, outros de medo. Para muitos aquela seria apenas mais uma batalha, mas para alguns seria a ultima!
Eu estava cansado de lutar em nome de algo que não acreditava mais, somente a fé em meu Rei que mantinha a minha coragem, minhas forças. Aquela seria minha ultima batalha.
Ele começa a bradar:
-Iremos lutar contra eles, e venceremos. Somos inferiores em numero? Sim. Mas somo superiores em honra e coragem. Vamos descer e lutar, lutar como homens livres e decididos. Vamos lutar como leões e despedaça-los. Esqueçam seus corpos, lutemos com a alma. Irei repetir....... Iremos vencer!
A cada palavra dita meu corpo se retesava de emoção e ansiedade, minhas mãos estavam ansiosas pelo contato com a espada, pela adrenalina da batalha.
O Rei começa a cavalgar rumo a batalha, começamos a acompanhar, uma sombra mortal e feroz. Estamos preparados!
O campo era enorme os inimigos muitas vezes superiores, mas somos mais corajosos, um ataque frontal, uma luta desigual!
Recordo-me de apenas ver minha espada brilhar naquela noite. O brilho da vitória!
 
AHHH... Deixado para trás mais uma vez!
Eles o abandonam em plena madrugada, como ladrões de estrada.
O deixam ao vento, sem roupas ou proteção, apenas uma espada em mãos!
Aquilo beirava ao bizarro e inacreditável, tudo era estranho e mal feito, sua sorte o contradizia sempre que possível. Sua única alegria era de poder dizer: Sou livre e estou vivo!
Mas a batalha estava para começar, sem roupas ou escudo, munido de apenas uma espada curta, cara e coragem, nada mais!
Ao começar a caminhar, um recado no chão: "O deixamos por que você é muito importante, volte e treine ou prossiga e morra!”.
Eles estão tão perto, mas o medo começa a despedaçar sua coragem, sua força de vontade é quase nula, seus piores medos retornam. Aquele brilho vermelho, os gritos e sua aparência. Ele não queria se tornar um monstro!
Depois de muito pensar ele decide!
"Vou enfrentar esse monstro que habita dentro de mim, irei derrota-lo, irei me tornar senhor de mim mesmo!"
Ele começa a correr, o tempo é curto e a batalha esta para começar!
Ao se aproximar do campo de batalha, ele começa a ouvir as palavras de seu Rei, uma vontade o invade, a coragem lhe da forças, e o medo desaparece!
Uma sombra desce a colina, gritos alucinados, espadas brilhando e no olhar de cada soldado a determinação!
A luta começou e por nada ele iria ficar para trás mais uma vez!
 
Nunca acreditei na sorte, quem sabe no azar, eu comandava um grupo, estávamos no outono, e como um grupo de lobos famintos, seguíamos naquele lugar, a procura de água, comida, e algo para passar o tempo... Éramos a tropa mais importante naquele lugar, pois éramos os únicos naquele país novo... A vida não é irônica, mas as vezes a morte sim... ao norte víamos soldados, um grupo grande demais para nós, mas meu coração precisava ecoar naquele lugar, num ultimo grito de desespero, eu guiei meus homens, e sei que eles me seguiriam até o inferno... Nunca acreditei na sorte... Sei que não vou para o céu que tanto me prometem, não depois de tantas mortes que fui responsável... Sigo sempre em frente, nunca olho para trás, se o fizesse, deixaria tudo isso... Mas aqui está meu destino, morrer... Fazendo algo... Agora com tantos inimigos, não acredito na sorte... Não na minha... Mas talvez acredite na sorte dos meus homens, foi à sorte deles que me manteve vivo até agora.
 
Aquele pequeno exercito estava começando a me irritar. Eles eram corajosos e fieis ao seu líder, mesmo tendo quase o triplo de homens que aquele homem, eles sempre escapavam, sempre fugiam ou nos derrotavam. qual o segredos deles?
Bastava olhar para meus soldados que meu ódio começava a aumentar. Eles não tinham raça, vontade ou coragem para lutar. Lutavam por ouro e terras, não tinham amor pelo pais que moravam, camponeses eram mais fieis e corajosos!
Um bando de mercenários que se importavam apenas com seu alimento e suas casas. E aquele pseudo-rei tinha homens fieis, honrados e corajosos. Eles precisavam ser destruídos, varridos da face da terra.
"Basta, Não irei mais suportar novas derrotas, quero aquele exercito destruído, custe o que custar!”
Meus Generais são fracos e estúpidos, estou cercado de ignorantes. Devo fazer tudo sozinho!
“Comecem a se mexer seus preguiçosos, iremos a Guerra, lutem por suas vidas, suas casas, suas famílias, pois se perdermos, ninguém voltara para casa”!

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