Minha espada estava quebrada, meu escudo partido e meu elmo destruído. Meus senhores tinham caído, meus companheiros assassinados e somente eu consegui sobreviver daquela batalha!
Os corpos dos derrotados eram empilhados e queimados, para todos os lados eu reconhecia algum irmão de arma, sempre que isso acontecia uma dor dilacerante me atacava, uma pressão no peito e as lagrimas querendo sair. As recordações eram dolorosas demais, as historias contadas, as vidas destruídas.
Ainda me recordo das noites de bebedeiras em frente às fogueiras, as canções, as brigas..... Éramos uma família feliz. E como não recordar dos meus senhores dançando embriagados. Das lutas por diversão, das apostas!
Tudo isso tinha acabado naquela batalha, foi uma luta estranha e desigual. Éramos inferiores em numero, mas superiores em honra e fé. Nosso Deus nos dava a força necessária, mas dessa vez ele falhou. Fomos para o campo de batalha sabendo das dificuldades, mas como adivinhar que seriamos traídos?
Depois dessa traição a batalha virou contra nós, já não tínhamos mais a mesma fé, a honra se perdeu no meio da batalha, agora lutávamos para sobreviver e não mais para vencer.
Nesse exato momento sinto meu corpo todo dolorido, os golpes de machado que recebi não foram o suficiente para me derrubar, mas deixou marcas para toda a eternidade. Meu único consolo é saber que consegui destruir o traidor. Já posso morrer sabendo que fiz o que pude!
Vejo uma arvore tombada logo à frente, irei descansar um pouco. Quem sabe eles me descobrem aqui e tratem de acabar de uma vez com o meu tormento. Caso contrario terei que continuar a caminhada até a próxima cidade, depois disso deixo meu destino e futuro em aberto
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