Tento dormir, mas minhas memórias não deixam, as lembranças tendem a ser cada vez mais fortes. Aqueles olhares, aqueles sorrisos e rostos queridos, tudo perdido em apenas uma noite. Minhas memórias não me deixam em paz.
Quero dormir, mas o rosto dela sempre volta, o sorriso daquela família, aquele retrato encima da lareira e até mesmo os latidos do cachorro me atormentam. Aquela voz penetrando em meus ouvidos, aqueles gritos de dor e terror, ela gritando por mim...
“Joseph, Joshep... Ajude-me, por favor.” E eu nada podia fazer, estava preso naquela sala, só podia observar todo o desenrolar da cena.
O que se seguiu depois até hoje me incomoda, aquelas coisas vistas jamais irão me abandonar, mesmo após a morte sei que terei a companhia daquelas lembranças.
Já passa da meia noite e nada do sono chegar, meus remédios para insônia acabaram e não me sinto confiante para atravessar o quarto e pegar meu celular.
Quase todas as luzes da minha casa estão acesas, peguei esse costume depois do ultimo Natal, aquilo me marcou demais. È infantil dizer isso: “Tenho medo do escuro e do que existe alem dele”
Sim, tenho medo alias muito medo mesmo. È algo infantil e bizarro de se aceitar ainda mais tendo mais de 30 anos, mas certas coisas tendem a voltar e para a pior, no meu caso um antigo caso que retornou e me assustou profundamente.
Um dia eu contarei a todos, mas por enquanto não me sinto seguro na minha própria casa se todas as luzes estiverem apagadas... Sinto como se eles pudessem retornar e me fazer algum mal, como se eles pudessem se levantar de seus leitos e tentassem de alguma maneira me mandar para o mesmo lugar que eles.
Devo confessar que me sinto culpado por metade do sofrimento que eles passaram, mas poxa vida, como vou adivinhar que aquilo poderia acontecer. Serei eu algum mágico ou adivinho?
Já são mais de 2 da manha e ainda não consigo dormir. Termino de escrever por aqui meus amigos, amanha quem sabe eu tenha a coragem suficiente para contar a vocês toda a historia de verdade.
Uma boa noite a todos.
Porque para mim só resta à solidão sem sono!
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