Não sei por que escrevo, não sei o que me motiva a continuar,
afinal, do que adianta escrever se os cruéis retiraram todo o meu
poder, deixando meu espírito em frangalhos.
Ah... Que saudades da minha mocidade, quando só de ouvir
minha voz pessoas fraquejavam, reinos ruíam e joelhos se dobravam. Bem... Agora
não passo de um reles prisioneiro que nem mesmo pode ter a chance de exprimir
suas idéias como se deve ao seu antigo conselheiro. Que saudades do poder que
eu detinha, em qual era capaz de acabar com a força de vontade qualquer ser, até
mesmo do Rei, aquele ser estúpido e deplorável que me colocou aqui.
Oh Deuses, se vocês tivessem me dado um pouco mais de tempo,
eu iria demonstrar para os seus filhos o que é deter o poder, o que é o poder
em si, destruir vidas e reinos e tudo com um simples estalar de dedos.
Mas não, tiveram que me derrotar no momento mais
inapropriado, se intrometendo nos assuntos mundanos para salvar a vida de seus
filhos. Mas ficou a lição para mim, destruir a toda espécie de adoração a vocês,
minando suas forças, fazendo com que vocês, seus imortais soberbos e
impotentes, sejam esquecidos e assim desapareçam para toda a eternidade, Deuses
caídos...
Agora vou dormir, amanha é outro dia sem luz e espero que
todos os meus esforços sejam recompensados...
Seus tolos
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