São nove da manha e reluto em acordar, melhor dizendo, me levantar, afinal
tudo o que penso é relacionado a nós, eu você e eles... Todos os meus atos são
pensando nesse conjunto de fatos e fatores. É cruel pensar dessa maneira, mas
tudo leva a crer que fomos influenciados desde o inicio, o meio nos corrompeu e
só agora que consigo enxergar esse detalhe crucial, você esta longe e eu estou
distante com uma multidão de pessoas que nos rodeia, aperta e guia, fazendo com
que escolhamos sem pensar, refletir ou pesar nossas decisões.
Agora somos o que decidimos ser, sem chances de voltar atrás... Nosso
processo é de evolução, não regressão... Eles não aceitam desistentes, pode-se
parar e estagnar, mas jamais regredir, isso é algo que não é aceitável.
Começo a caminhar e depois de um tempo me vejo em frente de um jardim destruído
e com todas as suas flores caídas, enquanto penso em qual o próximo passo a dar
noto uma pequena flor que resiste aos maus tratos e esquecimento. Encarando
aquele pequeno milagre, vejo minha vida e me sinto mesquinho, começo a notar
que não me esforcei como deveria, fiz apenas o que queria, agora não posso
culpar os outros pelos meus erros. Saio daquele jardim destruído com o coração
mais leve e a consciência pesada, agora sei onde errei, agora posso esquecer o
sentir e começar a trabalhar o pensar.
Agora volto a caminhar pela minha estrada de tijolos negros, sim, isso
mesmo.
Caminhando mais um pouco, sinto que o Sol reluta em sair, percebo que a
falta de seus raios solares faz com que meu coração se endureça cada vez mais,
o frio começa a percorrer cada parte do meu corpo e enregelando todos os meus músculos.
Aquela sensação de vazio volta aos poucos, as lembranças frias e nebulosas
retornam com força e nada posso fazer. Tento gritar, mas minha voz não sai, aquela
impotência que a muito me acompanha retorna e com voz suave e cativante busca
me desanimar cada vez mais.
Sinto lagrimas saindo de mim, lagrimas de desilusão. Sou obrigado a
rever todas as cenas já vividas, observar todas as vidas passadas e ficar
remoendo meus erros, aprisionado no passado!
Tudo passa tudo se vai, tudo é nada... Não nessa vida!
Ao me levantar sinto que algo mudou, uma parte de mim já não existe
mais, ainda busco descobrir qual parte perdi ou redescobri, mas isso é algo
para outra historia, pois essa daqui já acabou!
Pela estrada afora um homem vai sozinho, sem destino ou caminho...Tudo o que ele quer é paz e um lugar para ficar, onde de tudo possa desfrutar...Sem guerras ou sangue, apenas flores e amor...
Sem dinheiro ou inveja, que reine o novo mundo de paz...Nas colinas ou montanhas, beira do rio ou mar...
Tudo o que ele realmente quer, é vivenciar o amor, para aprender o que é amar!
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