quinta-feira, 5 de julho de 2012

Demonio de Mascaras


- Sharon! Sharon!
A voz chamava, era voz de meu amigo, mas depois que vi aquela criatura, não sei mais quem é de verdade ou o que é real.
- Sharon! Chamou uma ultima vez e como as outras vezes sem respostas
Estava quase sem fôlego e com a respiração forçada de tanto correr, tentava respirar sem fazer qualquer barulho, ouvia os passos que chegavam perto de mim, acompanhados de outra respiração ofegante, tentado arrancar o ultimo oxigênio que podia. 

Estava frio. Já perseguia aquele demônio a mais de 3 dias, meu sabre estava frio como o gelo que caia. Meu amigo, e companheiro de varias batalhas teve que ser deixado para trás sem opção, ele não aceitou a ajuda e preferiria morrer só a deixar que eu fosse pego pelo demônio.
Minha respiração aumentava, ainda estava ouvindo os passos que se aproximavam cada vez mais. Segurei o sabre com toda a força que ainda me restava pronta para atacar o demônio, que imitava aqueles que amo para me fragilizar. 

Do lado da arvore em que estava escondida, comecei a ver a fumaça que saia de sua respiração acelerada, me preparei, respirei fundo e quando comecei a ver a sombra ataquei...

Pelo que tinha imaginado iria acertar o peito de quem se aproximava. Acertei de começo, um colete feito de um coro grosso e rígido; mas antes de trespassá-lo outro sabre desviou a ponta, cortando-o apenas superficialmente. Assim que o colete terminou a ponta do sabre cortou um pedaço da camisa e sangrou um pouco aquele braço, o atingido levou a mão ao sangue para impedir que ele continuasse a escorrer. Olhei para o sabre e o reconheci, era o mesmo sabre de meu amigo. Olho para cima para ver o rosto do desconhecido... - Marcos! - Eu grito, tomada de uma surpresa e alegria que começa a tomar conta da minha mente e corpo. Fito aqueles olhos castanhos, e os seus cabelos negros, a pele branca de frio de quem estava quase a ponto de ter uma hipotermia.

Pulei e dei-lhe um abraço apertado. Marcos estava frio, congelando, mas isso não foi o bastante para me distanciar dele. Tentei passar-lhe um pouco de calor, tentando evitar a desgraça que poderia acontecer. Ajudei-o e voltamos para casa.... Suspiro... Estamos voltando....

Ao chegar em casa, começo a recordar todo o meu dia e tento imaginar onde posso ter perdido aquele monstro, em qual parte o deixei escapar, o sono começa a me afetar e decido dormir.
Meus sonhos são terríveis e infalíveis...

Estava sentada nos degraus da Igreja, esperando meu amigo Marcos sair para enfim podermos ir ao bar nos divertir. Todos me olham de modo estranho, pois ver uma mulher entrar num bar, com um sabre em sua cintura e ainda acompanhada pela pessoa mais religiosa da cidade, realmente, isso não é todos os dias que acontece.
Enquanto conversávamos, eu pressentia aquela velha sombra nos perseguindo, tomando formas diferentes e apenas nos espreitando, esperando pacientemente por uma falha nossa...
Não consigo saber sé sonho ou realidade o que estou vivendo nos últimos dias, vivo numa espécie de realidade alternativa onde todos os meus medos estão surgindo em momentos desesperados e minha força não esta sendo capaz de rechaçá-los.

Acordo assustada, olho ao redor e percebo que Marcos sumiu...

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